Agora estou só...
Melhor assim,
Pior assim,
Confuso como pó...
E eu penso...o que você estaria pensando agora?
E eu lembro...o que você lembraria de nós?
O início, o fim, o meio...ou mais nada...?
A solidão é mais triste agora por já termos ficado a sós...
A culpa não existe...
O crime não foi cometido...
O corpo insiste
Em rever tudo o que foi prometido...
E eu ouço...à quem você estaria ouvindo agora?
E eu escrevo...o que você escreveria sobre nós?
O início, o fim, o meio...ou colocaria tudo a se apagar?
A poesia é a solução para aqueles tem, na garganta, um nó...
Denis J.H.
Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Nó
Domingo, 18 de Maio de 2008
Testemunhas Ocultas

Apesar de tudo que passou
Agora estou onde eu sempre quis
Não sei ao certo quando tudo começou
Mas a minha ansiedade, finalmente, chegou ao fim...
De um sonho agora vem o desejo
De que todo o tempo do mundo passe devagar...
Que o Sol surja preguiçosamente
E que a Lua lute em não querer descansar...
Todas as estrelas são testemunhas
De cada passo minúsculo que deixei...
Posso confessar os meus erros
e os caminhos esburacados que eu criei....
Não sou, não fui e nunca serei perfeito!
Sei que a imperfeição tem o seu romantismo...
Apenas as palavras recebem o meu singelo respeito,
Palavras sinceras de um certo cinismo...
Poesias!que aumentem o meu ego!!!
Me carreguem ao céus em poder descrevê-la!
Pois só os surdos ouvem o meu canto...
E quem sente são os cegos!!
D.J.H.
Sábado, 17 de Maio de 2008
Cabelos Vermelhos

Agora posso sem medo te dizer
O quanto foi difícil te esquecer...
Dos tantos jogos de olhares
Das nossas tão poucas conversas...
Um perfume único
Que surgia dos seus fios de fogo
E o seu sorriso tímido
Que encontrava tamanha harmonia em seu rosto....
Tantos detalhes que consegui guardar,
Detalhes que você talvez nem sequer percebeu...
Tantas palavras que eu queria te sussurrar
De todas as poesias, que você, sem querer me deu....
Como foi difícil te esquecer...
Mas agora entendo porque que jamais poderia ser esquecido,
Das lembranças que eu tenho como prova
De que tudo o que nós desejamos estais no nosso destino...
D.J.H.
Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Saturday - Am 2:37

A bebida tropeça os meus passos
Cacos de vidro espalhados ao chão
Procuro nas paredes qualquer ombro
E faço da minha própria sombra um corrimão...
Tantas vozes, tantas pernas e diversos cheiros ao ar...
Que no quase escuro, em zigue-zague, me perseguem...
Figurantes abrem caminhos para as minhas lentes...
A protagonista, enfim, encontrada! E dançava...
Com seus braços, leves, ao céu acenava...
Por trás de seus cílios um cenário imaginário...
A sua alma cada vez mais nítida
No seu corpo moldado pela música...
A minha lente já desfocada pela força do Gim
Tento ainda não perder nenhum detalhe...
Arrisco mais alguns passos, me encho de coragem...
A cena sem cortes, que na minha mente, parece não ter fim...
D.J.H.
Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Eu

Eu sei, não sou nada moderno
E não insista, mudar eu não quero
Mas esse meu jeito, que você diz, ultrapassado
Ultrapassa muito bem os seus passos...
Bebo pra ficar bêbado
E mais nada!!
Danço pra te conquistar
E mais além...
Escrevo pra me consolar,
Nada demais...
E faço de tudo pra chamar atenção
De um certo alguém...
Poesias já não está tão na moda
Quanto o boné daquele garoto...
A atenção da maioria em um mesmo
É o que me faz sentir tão autêntico...
Eu só insisto em não me contrariar
Em mais nada...
Os meus passos conquistaram fronteiras
E mais além...
Recomeçar é descobrir um novo caminho,
Não é nada demais...
E faço de tudo pra conquistar um sorriso
De um certo alguém...
D.J.H.
Domingo, 27 de Janeiro de 2008
A Ressurrreição

Entre sonhos e pesadelos
Desperto de um longo sono
Sem querer lembro quem sou
E de tudo que me restou...
Meus segredos foram desvendados,
Amaldiçoados, desdenhados,
Enterrados e esquecidos...
Pela força inesperada de outros "ventos"...
Implorando à mim mesmo em nunca mais desejar
Era pedir para jogar-me cada vez mais terra!
Essa sensação de alívio da dor do fracasso
Alimentava cada vez mais a doença da minha alma!
Passaram as três últimas estações
Logo, logo, chega a primavera
Meus erros e receios ficaram no inverno
E a esperança ressurgindo com os mesmos sonhos
E desejos.
D.J.H.
Sábado, 8 de Dezembro de 2007
Um Dia

Um dia,
Quando todos os casais estiverem juntos
Quando todos os mistérios forem desvendados
Quando todos os poemas forem escritos
Quando todos os caminhos forem trilhados
Quando todas as crianças crescerem
Quando o eclipse lunar permanecer para sempre
Quando toda a natureza se expandir
Quando todas as armas forem descarregadas
Quando toda essa fome e miséria forem apagadas
Quando os mais fracos forem protegidos
Quando todos os assassinos forem excluídos
Quando todos os livros forem lidos
Quando todos os finais felizes forem concretizados
Lembre- se que sempre estive aqui te esperando...
D.J.H.
O Recheio de um Livro

Cuidando ainda de recentes feridas
E respirando um pouco mais devagar,
Enxergo o mundo com outros olhos
Os mesmos nas quais não queriam enxergar...
Um horizonte mais amplo,
Diversos caminhos se multiplicam
E muitos se repetem por onde já andei
Mas agora eu sei em qual desviar...
Continuo o mesmo louco enquanto caminho
Mas não tão ingênuo em querer me perder
Andando e assobiando em beiras de abismos,
Com a minha atenção para a ponta de meus sapatos...
Existe o alvo, um objetivo, os meus sonhos...
Mas a grande riqueza não está nesse tesouro,
Nem no final desse filme que parece eterno...
Está no processo, no caminho, no meio desse livro
Onde saboreio e degusto desse recheio...
D.J.H.
Lições

Levaram aos poucos do pouco que eu tinha
E as palavras que eram pra todos agora é só minha
Me obrigaram a aprender
O que sempre resisti
Me transformaram, talvez, em um egoísta...
Me acusaram injustamente do que não fiz
Me culparam pelo o que não tinha feito
Me obrigaram a aprender
O que sempre resisti
Que às vezes a única saída é mentir...
Implorei perdão por não ter errado
Perdoei facilmente à quem jamais merecia
Me obrigaram a aprender
O que nunca esqueci
Da imbatível defesa de ficar calado...
Durmo e acordo para algo que não me satisfaz
Sonho acordado para o que tanto desejo
Me forço a lembrar
No que sempre acreditei
Que a esperança ainda vive enquanto eu estiver vivo...
D.J.H.
A Chave

Uma grande descoberta,
Que se escondia dentro de mim!
No momento que fecharam as portas
Não desisti, nem ousei a fugir...
Fiquei parado, esperando
De olhos atentos, respirando...
No escuro de uma sala
Fortalecendo, (o que era pequena), a minha paciência...
Veio a primeira sombra
Me dizendo que não havia ninguém para abrí-las...
A segunda me afirmava
Que não havia nada nesse mundo que poderia arrombá-las...
A terceira me garantiu
Que eu não seria o primeiro, nem o último a ser barrado
O quarto me aconselhava
Em desistir voltando o mais rápido para a minha casa...
Eram quatro vozes que se revezavam...
No momento que dei o primeiro passo para trás,
Lembrei que Cristo passara por uma mesma situação...
Quando dizia:- Afaste-se de Mim esse cálice!
Mas Continuou porque sabia no que a fé é capaz...
Derepente as sombras sumiram...
E uma forte luz me indicava,
Que a chave que procurava estava dentro do meu coração...
D.J.H.
Um Dos Dekasseguis

A mão calejada de um braço forte
E o suor que mistura com o sal das lágrimas...
Efeito do extremo esforço de um desespero,
Do desejo da aproximação da lua acolhedora
Que nos liberta ao sonharmos em dias de alegria...
O movimento ensaiado de um ritmo sem música
E o rigor dos juízes dessa dança
Exigem o afastamento do nosso verdadeiro olhar...
Quanto menos explorarmos o nosso pensar,
O sofrimento parece ser menor...
E como vamos decidir em qual porta fugir,
Se não tivermos tempo de escolher uma das chaves?
Uma corrente imaginária que apodrece nunca
Pelo fato de não sabermos em que rumo seguir
Como pássaros que aprende a cantar na gaiola
Temendo o espaço infinito de um céu azul...
Mas em breve teremos a troca
Da coragem de nos libertarmos
Pela a seta que nos indicará
As respostas do que tanto sonhamos...
D.J.H.
Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
Colírios

Sei que você não me quer
Mas sei também que você adora saber
O quanto a desejo, sempre desfazendo
Dos meus poemas tão mal escritos...
Mas adoro admirar-te, e agora sei
Que a mais bela obra é possível ser vista
De todos os ângulos, quem sabe até, eternamente
Sem regras, porém, cuidadosamente...
Me deixe quetinho no meu canto...
E não ligue para o meu olhar,
Que insiste descaradamente
Á procurar rimas em todo o seu corpo...
De todas as suas curvas tão sutis
Como um desenho à lápis de ponta fino,
Misturo sentimentos no que vejo, e no que sempre quis...
Pois dos meus olhos, você se faz de um raro colírio...
D.J.H.
O Estrangeiro

Suspenso desse mundo louco
Pareço encontrar o meu espaço
Sou capaz de me ver ao espelho
E dizer quem realmente sou...
E sei o que devo, ou quero, seguir
Uma nova chance, um novo recomeço...
Minha ansiedade enfim suicidou
E deu lugar pra uma alma mais leve, serena
Com calma em cada passo
Me acostumei com o silêncio
Que antes era tão insuportável
E que agora dependo dos seus conselhos
Pareço ser o único peregrino
O mais estrangeiro de todas as raças
E continuo a caminhar em passos ligeiros
Porém firmes, enquanto muitos não notam...
Deixo pra trás o que fui
E as coisas que tive,
Ou que foram roubadas
Assim cruzarei mais rápido a minha chegada
E assim recomeça uma nova estória
Uma mistura de medo e desejo
Um sentimento de criança
Na mira precisa de um louco aventureiro...
D.J.H.
Máquina Toda-Poderosa

Ó grande máquina toda-poderosa
Que és tocada 24hrs por dia
Sei que valhes uma fortuna
Qual seria o preço da minha pessoa?
A mente criativa de um homem o criou
Para que outros homens dependesse do senhor
Tão ágil, preciso, forte e moderno
Se pudesse me dizer, que mais gostaria de fazer?
O senhor que depende de apenas óleo e energia
Nos obriga a sustentá-lo rapidamente
Não sabes viver em profundo descanso
Queres produzir, para não sentir-se tão sozinho
Ó grande máquina toda-poderosa
Hoje trago à você más notícias
Sairei mais cedo do expediente
Para ver o Sol se pôr no mar...
D.J.H.
Os Livros

Descansei,
Mergulhando em vocabulários novos
Em diversos mundos,
Por diferentes livros...
Redescobrindo segredos,
Que há muito tempo esquecidos
Como as grandes magias ainda escritas
Nos livros sagrados empoeirados...
Consegui me ver em vários personagens,
E nos lugares mais distantes...
Deixando me espelhar sem medo,
Sem receio, e trazendo comigo um grande respeito
Uma sensação de despedida e ansiedade
Nas últimas páginas de uma grande estória
Refletindo silenciosamente no que aprendi
Manifestava a verdade guardada de dentro de mim...
D.J.H.
Detalhes

A força de se libertar
De sua própria prisão
Ao se sentir escravo
Da sua própria criação
Ter a coragem de modificar
O que não era pra ser mudado
E aguentar os insultos
De olhos bem fechados
Ao entender e a explicar
Que tudo não passou de um impulso
No refletir e no aceitar
Em reparar os próprios erros...
Os maiores erros estão nos detalhes
Tão pequenos, despercebidos pela nossa intuição
Mas o alcançar dos erros e o resgate do nosso caráter,
Tudo isso não passa de uma grande evolução...
D.J.H.
Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
O Primeiro Olhar

Se fosse pra dizer o que aconteceu
Das tantas coisas que senti
Ao te olhar discretamente
Da primeira vez que te vi...
Eu que descia de um mundo sem origem e nem direção,
Sem água, ar, montanhas e flores no campo,
Foi o começo do Gêneses, o início do mundo,
O retorno de Cristo, a esperança que surgia do nada,
Como a Grande Explosão de fragmentos cósmicos,
Os primeiros raios de Sol de um canto escuro, esquecido e empoeirado...
A conquista da primeira vitória de uma vida de derrotas, a descoberta da cura de uma doença incurável, as respostas que os filósofos procuravam,
as escritas que os poetas desconheciam, um sentimento esclarecido que até os intelectuais se surpreenderiam, a bandeira branca de tempos de guerra, o reencontro consigo mesmo, o recuperar de tudo o que me foi roubado, um novo caminho, o meu caminho...
Se fosse pra dizer o que aconteceu
Das tantas coisas que senti
Ao te olhar discretamente
Da primeira vez que te vi,
Tudo se resumiria em apenas uma palavra:
Amor!
D.J.H.
Inverno

Janelas trancadas
Para esses dias curtos de dezembro
O dobro do meu peso em panos
Sobre um frágil corpo nú
Trêmulo
Lá fora tudo parece em câmera lenta
Todo o cuidado de não vazar o ar externo
Ágil, doentio e traiçoeiro...
Gorros, máscaras e cachicóis
Meias-Duplas, luvas e uma lã
Que adormeceu essa noite comigo...
Embriaguez
Toda uma ilha congelada
Mas os ponteiros trabalham,
E apontam para o meu dever...
Não fui cigarra no verão
E trabalho como formiga nesse inverno.
D.J.H.
Deseje

Desejar é algo divino
Negar seu desejo é desperdício
É bem mais fácil conviver com os nossos desejos
Do que estar refletindo no que nos deixa insatisfeitos...
Não deixe que seus sonhos se manifestam apenas nos pensamentos
Busque, peça, implore para que eles sejam realizados
Consiga sempre dar um passo a mais para a tal conquista
Não ande em círculos revivendo o que já passou,
Nem fantasiando no que poderia ter acontecido
Carregue o seu corpo, a sua alma, a sua vida
Para o tesouro ou o paraíso que te espera...
Acreditar em si é acreditar em Deus.
E o tempo é o mesmo para todo mundo,
Porque a idade é uma contagem inútil.
Pense, a quantidade de desejos é infinita...
É impossível estarmos satisfeitos com o que já conquistamos
Porque desejar(e a busca dela)é a verdadeira e a única razão de estarmos vivos!
D.J.H.
Preço De Um Sonho

Por pouco quase deixei de ser
O pouco que me restava
Um grande tropeço me fez ver
Que essa não era a minha trilha
Essa dor me fez pensar e refletir
Que o meu alvo estava em outra direção
Tempo desperdiçado na procura do que não quis
Tudo por causa de uma pequena distração
Posiciono o meu olhar de volta ao meu tesouro
Dou as costas para a ilusão que me traiu
Levanto com orgulho a bandeira da estaca zero
Seguindo a diante, pagando o preço do meu erro
Velhos obstáculos eu irei reencontrar
Mas ainda sei os atalhos do velho caminho
Tudo o que virá depois será uma grande batalha
Mas na conquista do meu sonho ainda enfrento qualquer risco...
D.J.H.
Um Simples Gesto

Refletida a imagem
Na margem de um rio
Pôde se entender
A razão de tudo isso...
O mundo dá voltas
Em torno de cada pessoa...
Cada mundo se diferencia
Através de sua história...
E como cada pessoa,
Cada mundo, cada rio,
Tudo muda, tudo se transforma
Aos detalhes na qual adquirio
Detalhes importantes...
Únicos, duradouros e até eternos...
Tudo por um gesto simples
Como a simplicidade de um sorriso...
D.J.H.
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
À Um Passo das Cortinas
Sou o que estou sendo
Como um ator recebendo o seu texto
Procurando representar cada vez melhor
O tal personagem que me foi concebido
Durante anos fui figurante,
Ganhei prêmios como coadjuvante,
E agora tenho em mãos a chance única
De ter o papel de protagonista...
Um cenário perfeito,
Com trilhas sonoras impecáveis,
Um figurino que cai como luvas,
E muito ansioso pela abertura das cortinas...
Uma inquieta platéia me espera
Num espetáculo de muita luz e aplausos...
E tenho a honra de ter Deus como diretor,
Nessa tão esperada e sonhada peça...
D.J.H.
Antes do Despertar

O céu se abre timidamente
Uma nova manhã
Te vejo ao meu lado
Dormindo
Num leve sorriso...
Farei de tudo para não interromper
Os últimos momentos
De uma noite perfeita...
Ficarei velando seu sono
Calado, imóvel,
Apenas te observando....
Você sonha em seu sono
Eu pareço sonhar acordado
Tento mover o fio de cabelo do seu rosto,
Tranqüila você desperta, tranqüila...
As nossas mãos não se desgrudaram
Durante horas debaixo da coberta
Pareço ser obrigado a agradecer a alguém...
Agradeço por você existir
Você mira seu lábios aos meus
Me diz bom-dia, em silêncio
Eu respondo com sorriso
E sinto o peso do seu rosto
No meu ombro direito...
Uma vida antes tão confusa e perdida
Que agora tudo parece fazer sentido...
O céu se abre por completo
Uma nova manhã
Te vejo ao meu lado...
Sorrimos...
D.J.H.
Adiante!

Um novo recomeço,
Nas estradas estreitas
Não possuo mais alforje,
Nem sandálias...
Mas experiências de outros caminhos...
A fé inflamada de olhos bem atentos
E a bússola apontada para uma única direção
O entusiasmo já controlado
Se dá o nome de Coragem...
Acenei para os que ficaram
E para as batalhas travadas no passado
O chão dessa terra desconhecida me dá boas-vindas
Para as pegadas descalça que ficarão...
Ó tempo infinito, diferenciado e imprevisível...
Quais serão as minhas primeiras perguntas?
Que a pergunta apareça logo,
Que a busca da resposta é sempre excitante...
E por enquanto continuo a andar
Na direção intuitiva já decidida...
A minha intuição nunca foi objetiva
Mas sempre será o meu único objetivo!
D.J.H.
Bailarina de Preto

Flash´s em cores de uma sala escura,
Passos intuitivos acompanham as batidas,
Fumaças químicas e artificiais completam o cenário
Aos artistas anônimos que interpretam dançando...
Fico parado, observando tudo de perto,
Invisível por trás de uma nuvem cinzenta...
Tudo se desenha conforme os tragos na bebida
Como o corpo leve de uma bailarina de preto...
Simetria em seus movimentos...
Discreto, tento fitar sem ela perceber...
A chama do meu cigarro aponta para o outro lado,
Tudo para que ela não perceba a poesia que descrevo...
Suas mãos brancas como porcelana
Me fez paralisar a minha respiração
Um simples gesto de alguns segundos
Que me fazia lutar contra a minha distração
Ela dançava, e se destacava ainda mais!
Não que ela se movimentava mais que todos,
Dançava parecendo superar a si mesma,
Fazendo daquele canto, o centro de um espetáculo!!
Eu não era mais o único na platéia
Muitos admiravam o que eu parecia ter descoberto
Derepente a música parou, as luzes acenderam
E eu a aplaudia em meus pensamentos....
D.J.H.
Lembretes

Cuidado com esse labirinto!
Existem muitas armadilhas!
Supere todos os riscos
Que a Velha Chama te espera...
Não haverá placas
Mas vários sinais haverão...
Não haverá bússolas
Mas lembre da sua intuição...
Se o seu medo surgir, avance!
Se o seu entusiasmo te iludir, recue!
Se você se atrasar, não desespere!
Se você se adiantar, não espere!
Quando não há nada a perder
Lembre que ainda resta a sua dignidade...
Quando há muito no que ganhar
Lembre da riqueza da sua humildade...
E quando chegar ao seu objetivo
Comemore com seus amigos,
Festejando com o melhor vinho
Abrindo as portas do seu abrigo...
E lembre que o verdadeiro prêmio
Não foi o alcançar da Velha Chama
Mas o superar de cada obstáculo
E o crescimento da sua Grande Alma...
D.J.H.
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Perfumes Opostos

Nós dois próximo um do outro
E a todo momento descubro caminhos novos,
Desse seu corpo tão frágil e delicado
Que implora tanto em querer abraçar todo o meu peso...
Sobre a sua infinita pele branca, no quase escuro...
Movimentos para todos os lados,
Todos os doces sabores de seus lábios,
Carícias, mordidas, pernas e costas...
Nos olhamos de quando em quando
E o nosso respiro, na mesma freqüência...
Batimentos do seu coração no mesmo ritmo
Forte, ligeiro e intenso...
Que parecem flutuar
Sobre as quatro pernas de madeira,
Sob um lençol íntimo,
Que mistura dois perfumes opostos...
O tempo parece não existir,
Mas sabemos que assim ele existe mais...
Curtas são as frases verbais
Que descrevem tudo o que sentes...
Mais que as palavras, os olhares.
Mais que toques, sentimentos...
Juras de amor no esquecer do que há lá fora,
Promessas provisórias de um amor, que parece não ter fim...
D.J.H.
Discursos Secretos

De frente ao primeiro Sol da semana
Depois da última Lua embriagada
Pequenas palavras sussurradas
Formam a velha temática dos poemas...
Nesse silêncio em que todos dormem
A minha mente ainda trabalha
Procurando as recentes imagens
Para construir a tal poesia...
Como descobrir algo novo
Em meus próprios escritos...
Usufruindo de uma benção
Guardado aqui, dentro do meu coração...
Longos discursos secretos...
Em pequenas rimas primárias
Em um olhar sereno e discreto
Transformando detalhes em palavras...
D.J.H.
Cinema Mudo

Daria a minha vida
No segundo seguinte
Se multiplicasse esse momento
Em mil vezes...
Sentir o gosto doce
Dos seus lábios
E o cheiro de vinho suave
Que vem do seu corpo
Em frente a mais bela paisagem
No mais agradável ambiente
E se tudo isso for um sonho
Que esse sono dure para sempre...
Um diálogo sem palavras
Apenas de toques e olhares
Até o instante que o Sol nascer
Vamos torcer para que essa Lua seja eterna...
D.J.H.
Do Alto

Agora vejo daqui do alto
Como tudo pode ser pequeno...
Aquelas palavras destrutivas
Aqueles olhares monstruosos
Agora vejo daqui do alto
Como tudo foi pequeno...
Aquelas atitudes egoístas
Aqueles pensamentos tão mesquinhos
Agora vejo daqui do alto
Como tudo é tão pequeno...
Todos os problemas insolúveis
Todas as preocupações insônes
Agora vejo daqui do alto
Que a beleza que está no mundo
É bem maior do que essa pobreza
E bem maior do que cada tristeza
Agora vejo daqui do alto
Que somos todos indiferentes
Cada um com a sua alma
De uma mesma natureza...
D.J.H.
Músicas do Passado

Uma música do passado
Transformou tudo o que vejo
No que já esqueci...
Uma pequena lembrança
Mudou tudo o que sinto
Pelo que senti...
Um olhar de esperança
Surgiu no meu espelho
E sorri tão feliz...
Por um breve instante
Reconheci uma outra pessoa
Que já despediu de mim...
Uma música do passado,
Uma pequena lembrança,
Um olhar de esperança,
Por um breve instante...
Voltei a sonhar pelo que sempre quis!
D.J.H.
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Três Dedos

A bola do jogo está em meus pés
Faltam poucos segundos para o apito final
Um gramado pesado de uma noite chuvosa
Eu fui o escolhido para a última jogada
Fico atento para todos os detalhes
As duas fiéis torcidas silenciam
Os adversários rapidamente se posicionam
Fortes trovões presentes nessa última batalha
Tudo isso ocorre em fração de segundos
A tensão curava a dor de meus músculos
Meu treinador orava para a minha inspiração
Eu parecia escutar os batimentos de todos os corações
Chamas nos olhares dos zagueiros
Corriam sem piedade em minha direção
Arrisquei aquele chute com esperança,
Fé, sabedoria e anos de experiência...
A bola chutada com a força que me restava,
Daquela prorrogação longa e cansativa...
Uma imagem guardada em câmera lenta
Foi no único alvo que o goleiro não alcançaria...
D.J.H.
"Em qualquer hora
E em qualquer momento
Use o medo como motor
E não como um freio..."
Noite de Sábado

Sei que a minha ansiedade
É um sentimento em vão
Mas cura a preguiça
De estar sentado no chão
E invejo as estrelas
Brilhantes, sorrindo assim...
Nesse meu terno que não combina
Qualquer astro tira sarro de mim...
Não tenho charme, apenas timidez...
Um segundo é tudo que lembro de cada guria
Mas transformo em eternidade essa rapidez
E fantasio cenas com a ajuda da bebida...
Um cubo de gelo a mais, é meu truque
Que o meu bolso furado me força a enganar...
A minha mente cheia, de um aguado uísque
Despedi do sábado tirando sarro das estrelas...
D.J.H.
O Velho Sol

Voltei pra onde tanto desejei
Descobri que não era mais o mesmo
A velha praça, o mesmo banco
Tudo tão novo, tudo tão estranho...
Já não reconhecia a minha própria sombra
Estranhava até mesmo o canto dos pássaros
Tantas noites de insônia por aquele lugar
Despertei a angústia que descansava no meu corpo
De onde surgiu a velha esperança
Nascia também um oceano em lágrimas
Me sentia perdido, esquecido, traído
Pelo tempo e o espaço que eu tinha me afastado
Derepente surgiu o velho Sol
Me mostrando que além do céu
Nada é para sempre
Que cada dia é um novo dia
Que cada lugar é um novo lugar
Que nenhuma história pode ser repetida
Para que a nossa alma sempre seja renovada...
D.J.H.
Tráfego

Uma vida cheia de esquinas,
Uma placa indicava uma saída...
Congestionamento em cada sentimento,
A primeira buzinada de um novato...
Curva sinuosa trafegava na calçada,
Semáforo amarelo, acenava o alerta...
Forte sirene protegia a caça...
Cuidado, mantenha à distância...
Para-brisa enxugava as lágrimas,
A contra-mão distanciava do retrovisor,
Um quebra-cabeça concluía o mapa...
Sinal verde, o arranque do motor!
Ao lado um pega, destino ao poste,
Do outro um racha, rachava a pista,
E quando eu estava quase chegando,
Tive que dobrar mais uma esquina...
D.J.H.
Me Conte Outra Vez...

Me conte outra vez...
Quando foi que você me conheceu?
Como foi que você me viu?
Onde foi que tudo isso aconteceu?
Me faz lembrar outra vez...
Quais foram as suas palavras?
Quais foram as minhas perguntas?
Quais foram as suas respostas?
Me leve ao passado outra vez...
Quais eram os seus desejos?
Quais eram as minhas promessas?
Quais eram os nossos sonhos?
Me dê a sua mão e vamos juntos outra vez...
Em busca do que foi esquecido,
Em busca do que foi prometido,
Em busca do nosso tempo perdido...
Feche os olhos e vamos acreditar mais uma vez...
Sei que podemos conseguir
O nosso tempo não acabou
O nosso mundo à construir...
D.J.H.
Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
Remos

Agora só me resta remar...
As águas são profundas,
Um céu infinito,
Não há vento que me arraste,
E foi eu quem decidiu em estar aqui.
Não sei até onde chegarei
Não sei até quando suportarei
Mas parado eu não posso estar
Então só me resta remar...
Ouço aplausos
Ouço deboches
Agradeço os que me apóiam
E sorrio para a torcida inimiga
Os dois lados me dão incentivo
Em terminar a minha prova
De um lado a força
De outro a esperança
De que tudo é possível
O que me resta é provar...
Para que quando eu chegar ao meu objetivo
Os que acreditaram em mim
Irão manter a fé
E os que desacreditaram
Nascerá a esperança...
Por isso, só por isso
Só me resta remar...
D.J.H.
A Espera

O tempo de espera é eterno
A espera me deixa paralisado
Segundos passam a ser horas
A quantidade de pensamentos é infinita...
Tudo que os meus olhos captam
Parece estar tudo tão longe
E os sons que passam pelos meus ouvidos
Parece estar tudo tão baixo
Todo o meu ser se resume à essa espera
Num instante, nenhuma novidade me interessa
Um instante demorado, suado, calado,
Uma eterna luta contra a própria paciência...
Como estar em um poço apertado,
Escuro, desconfortável, sufocante
Na espera de qualquer saída, de qualquer lado...
Eu continuo a esperar, com o meu braço bem esticado...
D.J.H.
Sonhos

Pareço estar ainda tão longe
Mas sinto que estou no caminho certo
Deixo pra trás todas as correntes
De quem me iludiu, por estar tão perto...
Se o seu sonho não corresponde ao meu
Não perca seu tempo em querer me prender
Se o meu sonho é muito mais alto do que o seu
Fique olhando e deixe que eu sozinho vôe...
Não há explicação pelo que sinto
Não há mais volta pelos meus erros
O meu coração grita em voz alta
E se eu desistir apodrece em minha alma...
Eu necessito sonhar muito alto
E com toda a minha força correr atrás
Não vejo nessa vida outro sentido
E sem sonhar qual o sentido da vida?
D.J.H.
O Jogo

Acredite cegamente no seu sonho
E finja de surdo quem não concordar
Use e abuse das noites de insônia
E nunca deixe ser usado por ela...
O otimismo sempre nos entrega ao bem
O pessimismo sempre nos deixa na mão
Pense calmamente na sua estratégia
E aja com coragem do fundo do seu coração
Enriqueça as possibilidades da sua vida
Batendo em cada porta que surgir
Quando sentires que não é a porta certa
Não arrisque, o perigo é de se iludir
Essa busca é um jogo
E todo jogo busca um campeão
A vitória estará garantida
Na mistura do entusiasmo com muita atenção...
D.J.H.