Não temos mais no que se preocupar A natureza inundada de riquezas Tanto materiais como naturais... Cegos só aqueles que duvidam... Só aqueles que duvidam...
Não temos mais no que se queixar O mundo sempre gira em sua sincronia Inútil é a força da sua resistência... Tristes só aqueles que duvidam... Só aqueles que duvidam...
Não temos mais do que nos proteger Há tanto pra se apreciar e agradecer A aventura nas ruas e o aconchego de casa... Doentes só aqueles que duvidam... Só aqueles que duvidam...
Não temos mais que tanto buscar Se tudo que sonhamos está por vir... Aproveite esse instante pra amar... Perdidos só aqueles que duvidam... Só aqueles que duvidam...
Uma única pessoa diz: "Perigo!" E a notícia se espalha aos quatro cantos do mundo... Uns correm, outros choram, outros rezam... Fazem de cada pedaço de chão um abismo... Enlouquecidos se despedem antecipadamente... Desfazem dos sonhos e rasgam a esperança... Os boatos aumentam em cada detalhe, E a imaginação profetiza o fim de tudo Do medo, o desespero e a frustração... E eu digo: "Relaxa, não é nada demais..." E me chamam de louco, ingênuo e otimista... E desaparecem sem despedidas... Me vejo e penso, Tenho um carro, uma casa e meu trabalho, Pago minhas contas e tenho um vídeo-game novo, A noite escrevo e os dias continuam claro, Gosto de cinema e penso sempre em sexo...(só pra rimar...rs!) Cervejas e refrigerantes na geladeira E aos domingos ainda peço pizzas...( Por favor, grande da massa fina.)
Uma única pessoa diz: "Perigo!" E todos aceitam... Eu digo: "Relaxa..." E todos me desdenham...
Da despedida um recomeço Para as jornadas triunfais renovadas... Um aprendizado e seu simbólico preço... Na mais nova lembrança tenho como única garantia...
Saio de um universo sem sentidos E volto para o meu mundo de contemplação... Um lado sem envovidos, Algo individual, de duas pernas e um só coração...
Sou o que sou, sem nunca me trair! E em cada jogo busquei pela vitória... Abusei do exagero sem nunca mentir Ao declarar o que sinto sem muitas lógicas...
Sei tudo sobre o meu destino Por ser cauteloso no que eu penso... E logo vem um novo sorriso Ao me aproximar no que espero...
Novas nuvens resplandecem ao cenário E o tempo de uma promessa se esgotando... Adquiri pedras preciosas durante o percurso Mas ainda não, em mãos, o que procuro...
Tudo se transforma a cada segundo E as mudanças obrigam a adaptar-me ao novo... Outras cores, outras águas, outros ventos... E meu corpo se acostuma com esse estranho rumo...
Das cinzas algo gigatesco... Tenho sobre palmas um mundo inteiro!!! Vestígios da minha existência em pensamentos E a imaginação florida...poesias!!!O seu formato...
Escrevo por uma crença individual Acreditando que dela virá tudo o que necessito!!! Convencendo e vencendo mil e uma contrariedades E uma prova escrita que por você que agora existo!!!
Tenho comigo... Do meu passado, somente as boas lembranças, Um futuro que esconde todos os sonhos que me agradam E o presente, que procuro apenas aquilo que me interessa...
De tudo o que eu vi... As tardes acolhedoras da infância, Os passos audaciosos da adolescência, As vitórias de cada batalha da vida adulta...
De tudo o que quero ver... A razão de todo um trajeto E decifrar cuidadosamente cada código escrito Em todas as marcas encontradas em um novo espelho...
De tudo o que eu vejo... Apenas a brisa que me refresca, O horizonte que me acompanha E um amor que tanto, tanto me inspira...
Descobri o caminho dos diamantes!!! Resolvi resgatá-los para te presentear... Tento esconder o mapa dos outros amantes Por saber que você merece ser a primeira à brilhar...
Sei que dessa busca sairei como vencedor!!! Nesse caminho não haverá nada que me faça desistir... Somente os sábios sabem a força de um amor E o amor maior que o nosso todos sabem que não existe...
Se a maioria oferecem a lua para as suas amadas, Te trago o Sol por estar mais distante e por ser maior... Se eles agradam suas amadas com um buquê de rosas Te convido à colhermos juntos todas as flores do campo...
Promessas, promessas, promessas... Todos os homens iguais e sempre vazios... Mas a minha promessa não é da boca pra fora, É em escrito, em forma de poesia, e embaixo assino...
Deus farto dos meus poemas repetitivos Que descrevia apenas sentimentos de um solitário Me sacaneou me trazendo um amor, E Disse: E agora, o que irás de escrever Meu solitário trovador?
Por saber que és um amor verdadeiro Não pretendo jamais em deixá-la partir, E ao mesmo tempo é como me partir ao meio Se caso meus escritos deixar de existir...
Procurei desesperadamente outros livros, Outras músicas, outros filmes, outras palavras... Descobri rapidamente novos poetas, novos ídolos, Novos escritos, novas linguagens em outras eras...
Talvez eu ainda invente uma triste história Ou outras mentiras como coisas banais... Se isso acontecer aconselho que leiam outras poesias Porque agora estou romântico, talvez cafona, porém, mais poeta!
Agora me considero um homem completo, Por não ter mais as mãos vazias ao caminhar... Honrado e orgulhoso, assim defino os meus sentimentos, Exibindo ao mundo os passos de quem me acompanha...
Juntos apreciamos a mesma Lua, Esperando um novo Sol nascer... Sussurrando um ao outro Palavras que nunca vamos esquecer...
Hoje, tudo parece fazer sentido... Me sinto um privilegiado em ter quem abraçar... E compartilhar algumas pequenas loucuras Como cantar e dançar debaixo de qualquer chuva...
No escuro inventamos uma festa! No frio, uma razão para nos aproximar... A distância me inspira poesias Para que no nosso encontro eu poder te amar...
Não tente entender o porquê das coisas... Assim perdemos tanto tempo em explicações... Se há um céu todo azul pra ser contemplado, A natureza também existe sem dizer suas intenções...
Estou com você por me sentir bem Pelo motivo de você tentar me entender Sou louco e ao mesmo tempo tão carente! Agora dos seus mimos sou um dependente...
De tudo que já vi, nada mais me interessa... Nunca me importei com que a sociedade espera, Deixe que os outros falem, gritem, gemem, Até que sairíamos bem na manchete de qualquer revista...
Por isso não me aprofundo em razões... Estou com você porque quero, Gosto de você por gostar, Te amo por te amar...
Tento te lembrar aos poucos, Sei que cada segundo é uma overdose de amor! E sigo sorrindo como louco, Sentindo ainda na saliva, vestígios do seu sabor...
Sou um poeta, vil, mas romântico, Queimando todas as minhas rimas e os meus versos... Não se assuste com o meu exagero Se caso eu disser o mínimo do meu atual sentimento...
Te procurei em cada canto desse mundo! De tudo que eu sonhei, você é o que mais quero... Dos realizados eu sou o mais sortudo, Só por estar ao seu lado, o resto eu desprezo...
Vejo um futuro com muito otimismo... Imaginando cenas, sonhando acordado... Sei que estamos só no início Mas te deixo uma amostra de um poeta apaixonado!
Quanto tempo foi preciso esperar E me ver diante aos seus olhos E te ouvir, te dizer, te tocar e te sentir Ativando simultaneamente os meus cinco sentidos?
E ter em mãos a palma das suas, Controlando suas carícias em meu rosto Numa noite sem lua, nem estrelas... Promessas e segredos na margem de um rio...
Quanto tempo foi preciso aguardar Para que tudo fosse esclarecido Que os nossos sonhos e desejos Foram os mesmos desde o início?
Agora tudo parece fazer sentido Quando não havia razão em nada... Finalzinho de mais um ano E o começo de uma grande história!!!
Aprendi a ficar quieto, Sem querer justificar minhas razões... Respondo o necessário, Sem dar muitas explicações...
Engano os meus passos, Sem nunca estar parado... O lado bom de ser anônimo É de nunca ser encontrado...
Posso te dizer pra onde fui, Mas pra onde irei nunca saberás... Posso te falar de tudo que tenho, Mas sobre o que desejo...jamais!
Estou fazendo tudo o que quero, Um pouco a mais do que esperava... Conseqüência de todo um trajeto Que se iniciou quando não havia mais nada...
E as oportunidades surgem, E novas pessoas aparecem, Insistentes perguntas somem, E uma nova manhã resplandece...
Vivo no meu conforto sem pecados... Sem culpa, sem medo, sem precauções... Pensamento e sentimentos lado a lado Guiando um cego poeta a encontrar soluções...
Se você soubesse o que penso Toda vez que, assim, me olhas, Talvez te causaria um grande medo Ou quem sabe, enfim, me amaria...?
Sempre aposto no que espero!!! Sem saber é a melhor maneira de se fazer... Por isso respondo com os meus olhos O que a indecisão cala o que tenho a dizer...
E você esperta finge de desentendida, Disfarçando seu sorriso como um soluço... E parte caminhando como uma despedida, Um andar que deixaria qualquer cara maluco!
Respiro fundo...mantenho meu equilíbrio, E lá vem você denovo ao passar por mim... Jogo tudo pro alto! E um drink te ofereço... E com um brilho nos olhos você responde: Sim!
A liberdade é pouco Ao tentar definir os seus gestos... Uma leveza clara em seus olhos, Corpo, sorriso...pensamentos... Flui como o vento movendo as flores do campo... Move como as águas de um rio estreito... Não és rara, és única! Ímpar mas não estranha...
És bela...
Simetria em todos os ângulos, A harmonia que se encaixa em cada canto... De sua imagem sou capaz de sentir seu bálsamo E o aconchego que traz os seus longos cabelos... Nela não vejo nenhum tipo de pretensão Por isso, talvez, o motivo da minha admiração... Não és rara, és única! Ímpar mas não estranha...
Você me vê como uma saída Desse mundo caótico que você conhece... No calor da noite, quase de dia, O silêncio de carícias que te faz esquecer...
Em você procuro o oposto Em sentir na carne, o gosto e o cheiro... Experiências que nunca tive, Na mistura de químicas entre eu e você...
Você encontra em mim o que espera Sem intenções de querer me modificar, Faz de um tudo sem nenhuma pressa... Certas malícias de quem sabe amar...
Atendo seus pedidos, recebo os meus... Uma troca de tudo do que necessitamos... Uma única negociação criada por Deus Em poder lucrar sem nenhum egoísmo...
A brincadeira é algo sério É algo muito importante... Talvez o maior bem necessário, A execução de uma criatividade...
Muitos adultos já desistiram Perdem seu tempo em coisas banais, Preocupadíssimos não sei de quê... Não me vejo viver assim...jamais!
Meu carrinho mudou de tamanho, Agora me aventuro com coisas maiores... Mas a minha essência é a mesma Desde quando eu tinha 6 anos de idade...
Os melhores conselhos vem das crianças, Não das palavras de um velho profeta... A inocência de viver sem nenhuma amargura É solução mais fácil e a mais correta...
Só posso estar em um só lugar, E isso me traz uma sensação de alívio... Ser responsável em minhas escolhas, E ter um futuro inteiro sobre o meu domínio...
Sou o meu próprio deus E devo cuidar do meu próprio universo... Tenho as minhas próprias leis! É a esperança combatendo o sentimento inverso...
Escrevi o meu próprio gêneses E eu como o autor excluí o apocalipse, Vejo no fim dessa história um final feliz Como a paixão dos astros em um eclipse...
Não permitirei conselhos externos, Sou o único dono desse meu novo mundo... Atendidos serão as preces do que eu penso Independente da gritaria histérica do outro lado do muro!
Saio de manso do meu esconderijo Como se nada tivesse acontecido, Como se tudo fosse apagado... Transformo em pó o meu antigo abrigo...
Seria até engraçado em assumir e dizer Que a muito tempo não ouço músicas novas... E desperdiçar os meus dias em tolices Revivendo páginas de uma mesma história...
Foi difícil conseguir entrar no abismo Paguei com a alma para poder conhecê-lo... Conheci, me acostumei e me habituei Em viver nesse lado onde não há espírito...
Para resgatar a minha alma Tive que usar a disciplina, A coragem, a fé e a diplomacia... Itens que me trouxeram denovo a vida...
As cicatrizes para sempre ficarão Mas as feridas não sangram mais... A curiosidade que me levou a escuridão Me mostrou o infinito valor dos dias de paz...
Esse é o meu único modo de dizer Sobre o que aconteceu no meu passado, E a secreta semente que planto hoje Só será desvendado na colheita do fruto...
Não tenho mais do que se queixar Nem vejo razão pra sentir me mais triste... Tenho agora o meu lugar ao Sol E um imenso espaço para os meus sonhos livres...
Me retirei de todos os desafios Quando minha alma exigiu um instante de paz... Os resultados das derrotas e das vitórias Me fazem refletir de tudo do que fui capaz...
Talvez eu poderia ter conquistado mais... Com mais audácia em algumas ocasiões, Em outras, um pouco mais de paciência... Pequenos detalhes que sofreriam modificações...
Mas lembro também os momentos de glória, Da vontade firme no alcance de um desejo, Celebrações que marcaram a minha história, Momentos mágicos em que tudo fazia sentido...
De repente minha alma parece despertar Com uma fome enorme quase que incontrolável... Estimulando todo o meu ser só por lembrar Que o destino de um sonho é inevitável...
Sinto a esperança presente, Quando todos os erros ficaram para trás... Despediu-se de mim a ansiedade E o impulso que já não me convence mais...
Substituo a impaciência cega Pela a concordância clara... E não desejo mais cobiçar o impossível, Se o que é possível já tanto me satisfaz...
E não temo mais os conselhos externos Posso decidir o que realmente servirá para mim... Me sinto leve por não carregar o passado E por não me preocupar mais com o fim...
Do silêncio, uma estrela cadente, Da sua imagem um novo horizonte... Uma resposta vinda de tão longe, De uma solução não muito distante...
Tentei de todos os modos disfarçar Mas acho que você já percebeu... Um vacilo que eu mesmo provoquei Uma ansiedade de querer ser todo seu...
Sou louco e não dou a mínima no que dirão, Tudo o que me interessa é o que você tem a dizer... Jogo ao ar toda a minha, minúscula, reputação Dos meus concorrentes quem é a capaz de fazer?
Você inflamou minha alma e o meu corpo E exijo me refrescar com o sabor da sua saliva... De todos os romances, de todos os livros, Faço dessa, a mais bela de todas as histórias...
Dizem que eu sou um exagerado, Insisto em dizer que sou apenas intenso, Em poder te mostrar todo o universo E te presentear com o mundo inteiro...
Não vem com essa conversa séria agora... Não sou a pessoa ideal pra isso... Eu levo cada segundo numa boa A preocupação é sinônimo de desperdício....
Desperdício de tempo, de energia e de vida! Deixe pra lá seus problemas, suas dúvidas... Há tantas coisas que podemos experimentar E você cega, perdendo de vista tantas coisas boas...
Você sabe que sou meio pirado... Às vezes rindo sozinho, suspirando... Posso até queimar todo o meu dinheiro, Mas não, não apague o meu cigarro...
Ah meu amor, você é tão bela!!! Mas fica o tempo todo com esse ar tenso? Venha ver a cidade daqui dessa janela, Me dê a mão e sinta que tudo está perfeito...
Tentei segurar a vida à minha maneira, Fazendo o tempo parar, Proibindo o vento de assoprar, Congelando as ondas do mar...
Calei os pássaros dos bosques, Neguei a chuva e o arco-íris... Num caminho cego pisei nas flores, Tudo que eu atraía era o que eu não quis...
Ouço risos ao meu redor, Vejo as crianças brincando... Um pedido de namoro no corredor E uma senhora exibindo seu vestido novo...
Tudo acontecendo ao mesmo tempo Sem nenhum ensaio ou combinado Cada um com sua história num mesmo quadro... Das cortinas abertas, meu novo aprendizado...
Agora levo a vida à sua maneira, Acompanhando o tempo passar... Aceitando o vento me empurrar E esperando a próxima onda me tocar...
O fim tenta me puxar daqui do início De uma corda remendada inúmeras vezes... Seria as últimas páginas de um livro... A obra de uma música não se acaba, abandona-se...
Dessa vez mordo a isca e me entrego por completo Permitindo que me arrastem desse aquário apertado... Não há mais tempo para despedidas, nem explicações... Já cumpri com os meus deveres e as minhas obrigações...
Sei que tudo que eu criar acabarão aqui, De tantos castelos já tenho uma cidade... Esse espaço já não é mais o suficiente De tudo que ainda tenho por construir...
Preciso de um novo lar, novas águas... Sonho em "ser" um novo par, outras histórias... Concluo esse quadro e compro novas tintas... Eis a minha oportunidade, a última fisgada...
"O peixe criado em aquário estais pronto em conhecer o mar..."
Ser simples é não fazer pose... É deixar escorrer o pranto E não esconder o sorriso...
Ser claro no que sente e ser livre...
Ser simples é estar com a alma leve... É abraçar por inteiro o acaso E ter no que agradecer por estar vivo...
É querer transportar o perfume das flores em sua pele...
Ser simples é a garantia da sua essência... É gostar do que realmente gosta E deixar fuir em busca da harmonia...
É poder viver os sonhos de sua infância...
Ser simples é o mais nobre dos seres... É manter o equilíbrio entre o tudo e o nada E estar atento nas pequenas coisas do dia-a-dia...
É poder ver sempre o novo sem dar tempo pra saudade...
É correr descalço na areia, É descobrir o número de estrelas, É molhar o cabelo na chuva, É a menina se vestindo de princesa,
É o caminhar de mãos dadas, É o descansar em uma sombra fresca, É compatilhar tudo à uma pessoa querida, É estar com os amigos em torno de uma fogueira...
Esse corpo torto, Esse rosto quadrado, Esse olhar morto, Mais, esse andar arrastado...
Que minha alma Acidentalmente escolheu, Faz de um tudo em querer ensinar Os caminhos traçados que Deus nos cedeu...
Esse ser surdo, Esse ser indisciplinado, Esse ser tão burro, Passa o tempo à procura de desculpas e dos culpados...
Por não querer enxergar Come do fruto que irresponsávelmente colheu... E Deus paciente continua a esperar Acreditando que esse ser existe porque um dia mereceu...
"Ande, sem olhar pra trás... Preste atenção nos seus passos... Não espere que ninguém o siga... Continue a andar, só resta esse caminho..."
Tem alguém chamando por meu nome... "Agora não, continue, continue..." Dessa vez pensarei em mim, só dessa vez... Tenho que alcançar algo, antes que o dia acabe...
Não vejo mais ninguém que conheço... Estou num lugar estranho, não sei mais onde estou... Estou perdido? "Não, apenas descobrindo o novo... Continue, siga adiante, esse ainda não é seu destino..."
Não sei o que me espera mas sei que devo seguir... Não estou a ponto em lembrar de mais nada, necessito conhecer! Quero continuar! Eu imploro, deixem-me partir! Dessa vez vou conseguir, terei histórias pra contar...Me sinto livre, livre!
Os meus dedos não são dignos Em querer poder te tocar... Olho ao meu redor e prefiro estar sozinho... Mas tenho total direito em poder querer sonhar...
Já tentei me salvar, me ajudar Esquivando minha atenção em outra direção... Conheci outras pessoas, estive em outro lugar Foi a pura experiência de viver uma ilusão...
Volto pra casa, entro no meu quarto... Minha vida louca trocando o dia pela noite... Perco a paciência com meu livro, tento o rádio E a primeira música, relembro o seu nome...
Deixo a chave do carro e parto de moto, O ser noturno invade o território claro!! Nada me surpreende, não enxergo nada de novo... Decepcionado com o mundo, volto derrotado...
Ligo a T.V., programas repetidos... Leio o jornal, notícias ultrapassadas... Desisto! E vou correndo em busca dos seus retratos E me sinto consolado me distraindo com essa poesia...
E assim sinto que nem tudo está perdido Nesse mundo tão vasto e tão confuso... Porque ainda há o amor, Ainda há um amor!
Honey, vou te contar um segredo Eu não sou rico! Vendo tudo que tenho Em troca de um recheado momento...
Baby, me fita mesmo que de longe! Perceba que não sou tão ruim assim... Sei que estou longe de ser o melhor Mas faço de um tudo pra você reparar em mim...
Qualquer coisa da moda eu desconheço Mas me sinto tão abraçado Nesse meu palitó todo amassado E meu único jeans, propósitamente, rasgado...
Oh céus!Tenho tão pouco à te oferecer... E como dói saber que você merece muito mais!! Por que meu instinto insisti em ser tão burro? Em querer sempre mais do que realmente mereço...
Quero um pouco do seu sorriso Um mínimo do seu olhar... E vendo tudo que tenho Para ao seu lado eu poder estar!
Está tudo tão certo e tão organizado Nas minhas bagunças e nos meus erros... Sou meu próprio modelo, e penso: -Pra quê ser perfeito...?Por que ser perfeito?
Uso frases ridículas, poemas de amor... Digo certas mentiras, pra esconder sua dor... Bebo um whisky durante o dia pra aliviar o calor... Invento tudo que digo, em frases, que sei decor...
Minha vaidade aumenta em cada derrota Meu ego despenca em cada elogio teu Mas insisto, e faço de um tudo, pra te agradar... E o resultado deixo nas Mãos de um coitado Deus...
E te uso, chego até abusar, Só pra me distrair... Dessa vez são palavras sinceras... Uma distração que rezo em nunca chegar ao fim...
Não penso mais em escrever coisas agressivas E a minha vida pessoal corresponde ao que escrevo... Procuro a luz no fim do túnel, o lado mole das "pedras", As cores do cata-vento, uma rosa sem espinhos...
A aproximação das estrelas, os desenhos das nuvens, Mãos opostas agarradas, a última gota de chuva, A assinatura das pipas, o telefonema de um certo alguém, Um abraço inesperado ou um sorriso de uma criança...
Tento relembrar os bons sonhos e os bons momentos, Não ligo mais para as coisas que já perdi ou desisti... Presto atenção nos detalhes da natureza e seus conselhos... "O simples é o mais extraordinário! "- é a melhor coisa que aprendi...
Deixo de lado qualquer tipo de ideologia Quem sabe essa é a melhor entre tantas... E não procuro saber o fim com a ajuda da astrologia Porque não há fins, só meios, enquanto eu tiver a minha própria vida...
Quando te descobri Tive a certeza dentro de mim Que nesse espaço vago você cairia tão bem, Ao meu lado vazio onde nunca houve alguém...
Eufórico e entusiasmado Busquei nos campos as melhores flores, Batalhei por um mês o meu salário E consegui ter em mãos o mais caro dos perfumes...
Esperei a safra das uvas e escolhi o melhor vinho, Fiz dietas pra poder entrar no mais fino terno... Rasguei todos os convites, me poupei e fiquei sozinho Editando meus poemas, inspirado nos seus retratos...
Criei letras de muitas canções E aprendi línguas de várias nações... Insisti, me acostumei e acabei gostando De todos os livros que você mencionou...
Por você descobri um outro mundo, Por você descobri um certo caminho, Não há certeza se realmente estais no meu destino, Mas por sonhar, com você, não me sinto tão perdido...
Não tente me limitar Tentando me definir, Procurando explicações Em coisas que já fiz....
Sou o mesmo de sempre Mas agora procuro coisas novas, De olhos bem atentos e com o tato ativo, Vasculhando no meio dessa enorme bagunça...
Minhas maneiras se alteram Com uma mesma essência... Não peço aos outros que me tolerem... Que aproveitem o máximo a minha ausência...
Não se acostume tanto com a minha sombra, É possível que de repente ela queira partir... E não pretendo mais dar voltas em esquinas, Sigo em linha reta, de encontro, no que está por vir...
Cada um é como é... E estou aprendendo a lhe dar com todos... Uns mostram as mãos, outros escondem os pés, Existem os alegres, existem também os melancólicos...
Há pessoas cínicas, há pessoas sérias, Há pessoas que criticam e há pessoas que não ousam a julgar... Conheço alguns corajosos e muitos que são covardes, Alguns rebeldes e aqueles que só falam bobagens...
Pessoas infantis, ultrapassadas e as que são modernas, Pessoas frias, mornas e há aquelas que são quentes... Céticas, religiosas e muitas que se sentem confusas, Pessoas fechadas, semi abertas e as que são transparentes...
Diversas variedades de pessoas E não vejo culpa se você é assim... O oposto é o seu equilíbrio... E o reflexo de tudo já se instalou em mim...
Se encontrares alguém que me conheça Não acreditem no que vierem a dizer sobre mim... Não sou tão bom, Nem sou tão ruim, assim...
Dos males o menor Dos bons o pior... Pessimista na minha sorte, Otimista em dias melhores...
Sou capaz de pedir perdão em público: "Me perdôem à todos aqueles que feri..." E entrego tudo em troca de um sorriso: "Pedirei demissão só pra te ver hoje a tarde..."
Para os inseguros dou o meu fiel apoio... Para os arrogantes, que afoguem na piscina! Para uma luta à força física eu me finjo de morto... Para o alcançar de um sonho enfrento qualquer briga!
Tenho os meus vícios eu sei... Mas não me incomodo com os seus costumes... Tenho minhas qualidades também, E uma delas é sempre lembrar do seu melhor detalhe...
Ser o que és Da essência à aparência E seguir trilhos de uma vida Louca, confusa e, contudo, bela!!!
Ser o que és Ao lutar contra os leões de cada dia E esperar a tempestade toda passar Em um canto empoeirado de uma sala escura....
Ser o que és E enxergar os pequenos pontos perdidos Mesmo que estando no auge, acima de um edifício Recitando a mais nobre poesia, despojando todo um sentimento
Ser o que és E poder rir do seu próprio sofrimento Agradecendo todas as ofensas acumuladas em seus ouvidos Contragolpeando friamente e severamente com um simples sorriso...
Ser o que és E nunca ser o que possui Nunca ser o que passou E nunca ser o que não és!
Não, não estou apaixonado Mas você me inspira tanto... Até no jeito que mexe os cabelos Pra mim você é uma musa no meio do deserto...
Aproveite, os meus olhos estão atentos, Te seguem aonde você for minha rainha! Contando os números de passos Que suas pernas cruzam enquanto caminha...
Não, eu não fico pertubado Quando você se faz que não está nem aí... Acho até bem charmoso Quando você retoca os lábios, com o baton, assim...
Tento de longe, o seu nome, adivinhar Quem sabe acerto a sua origem ou o seu destino... No momento é por você que aposto minhas fichas Mas acredite! Não, eu não estou apaixonado...
Não passo medo a ninguém Minha defesa é ser chato, insuportável,às vezes mesquinho... Mas é só um disfarce... Não sou nenhum alquimista Mas sei a fórmula do invisível Na qual eu bebi E rasguei o antídoto... Como desejei ver todos juntos!! Mas parece ser tão difícil Lutei, apanhei e fui traído Por sempre duvidar do impossível! Olho a face do asfalto Conto os meus passos Contagem regressiva Ao topo do meu progresso... Querer o meu bem É querer o bem de todos Sem excessões!!! Todos culpados inocentados Cada um com suas razões... Consigo ver os quatro horizontes Mas pra isso preciso estar no centro... Esticarei meus braços aos que me acompanham, sorrindo aos que estarão à minha espera, protegido os que se escondem em minhas costas... O mundo inteiro nos ombros! Mas continuo caminhando, regredindo a contagem dos meus passos invisíveis, porém firmes, ao rumo no que dizem impossível!
Pois é Juan, você sempre esteve na minha frente Sempre o mais rico, o mais desejado pelas mulheres... Enquanto eu namorava uma simples camponesa Você encantava centenas e centenas de top models
Sempre desfilava com diferentes garotas Ao redor do banco da praça onde nós sentávamos... Enquanto eu oferecia à ela uma rosa roubada Você esbanjava um jardim inteiro para cada uma
Você era muito criativo em lidar com todas elas E eu sempre gaguejava ao recitar um copiado poema... Enquanto você exibia carona no seu Cadillac tão moderno Eu procurava desesperadamente um trocado para o ônibus
Mas ontem eu te vi no banco da praça tão diferente Com as mãos no rosto e o bolso virado do avesso... Enquanto você se perguntava porque estava tão sozinho Minha camponesa me beijara enquanto esperávamos o próximo ônibus
Sei que foi um pouco cedo em dizer que te amo, Foram palavras ditas da alma, não da minha boca... Tem certas coisas que fazemos sem a autorização da nossa mente, Seria a força estupenda do desejo de um coração carente? Mas não me arrependo mesmo que pareça ser cedo, Pois não existe tempo no amor, apenas momentos... Momento em que olhei para os seus olhos, e senti o seu sorriso ao tocar em meus lábios, No instante em que tudo se apagava, e parecíamos ser os únicos habitantes de um mundo vasto e distante... A minha pele que implora em sentir a suas mãos e alcançar o seu perfume Parece aquecer apenas com a sua companhia, a sua presença...
Eu te amo porque minha alma exige em te amar, Eu te amo porque meu corpo, agora, depende do seu...
O Sol abre as cortinas... Devagar, quase não se percebe... Suas mãos intactas desde antes do adormecer Segura firme, e leve, a minha mão direita... Palavras não servem para o agora Pensamentos distanciariam no que presencio Apenas olho, e sinto o seu perfume... Apenas olho e meu olhar obriga o meu sorriso... Cubro seus ombros com o lençol, Sinto a leveza do seu respiro Numa freqüência média, baixa e lenta... Toca os seus pés nús aos meus, Removo, cuidadosamente,a sua franja do seu rosto Aos poucos o brilho dos seus olhos ganham força E seu corpo se aproxima mais uma vez Com suas mãos intactas até o amanhecer Segurando firme, e leve, a minha mão direita...
Ando em círculos pela casa Sento, deito, torno a levantar... Ajeito meus CDs por ordem alfabética, Arrumo o quadro torto e os meus livros da escrivaninha...
Acendo um cigarro...,dois, três... Encontro na gaveta velhos retratos, Já nem sei quanto tempo faz..., anos, meses...? E só agora deparei, na parede um antigo calendário...
Dou de presente ao meu velho violão cordas novas... Arrisco arranhar uma música do passado, Em outra versão sou capaz de escrever uma outra letra... Faço dos novos escritos o meu único conselheiro...
Na procura de uma rima encontro respostas Nas quais eu nunca havia ousado a perguntar... Uma música do passado se torna atual E se transforma agora na minha trilha sonora...
Pra que tantos versos de amor? Pra quem tantas palavras jogadas ao ar? Qual o motivo de resgatar velhos rascunhos? Por que insistir e investir tanto do meu breve tempo...?
Queimo os papéis amassados, Pinto as paredes recheadas de rimas, Abro as cortinas e as janelas de casa... E encho meu peito com o vento de fora...
Revejo o céu que por muito tempo rejeitei... Caminho descalço, tiro as mãos do bolso, Admiro tudo ao meu redor e esqueço tudo o que desejei, Arrisco um novo sorriso, e percebo uma flor desabrochando...
Pego a minha velha caranga e sigo em direção ao mar... Ansioso por encontrar uma saída de tudo que me sufoca... Um novo eu...leve, calmo, firme e otimista...
Uma música que sou capaz de ver, Não de ouvir, por acabar lembrando você... Não me peça mais nada em te dizer... Das bobagens que acabei dizendo, eu ainda tento esquecer...
Por um instante eu quis te prender... Já ta decretado na sociedade que é um ato de egoísmo... Desejava ficar com você só por mais alguns segundos E o que a lei moralista tem haver com isso?
Eles, elas, ninguém mais precisam saber... Vivemos numa ilha super lotada, Em que milhares de olhos metralham no que vêem... Querem que circulamos, sobre a terra, como sombras...
Tô mal, e procuro o seu telefone... E torço para que ainda não o encontre... Tão pouco ainda teria pra te oferecer Comparado à sua beleza que tem tanto por merecer...
Meus sonhos é estar entre os seus... Por ver e rever acabo construindo um certo caminho, Meio torto, mas com destino certo, como as escritas de Deus... E confiante, arrumo minhas malas, e parto sozinho...
Escrever sobre você é algo fascinante Como voltar à dez anos atrás... É estar em um hoje ausente, ou diferente... Sei que será só o tempo da poesia, nada demais...
Você me mostra uma trilha sem regras, Sem limites, aos passos de uma nobre linha... Sua ingenuidade de criança e a sua lealdade adulta Consegue arrancar um sorriso até de uma simples pedra...
Quem nunca irá de querer te seguir? Quem jamais irá querer acompanhá-la? Você tem um mundo inteiro a descobrir E o mundo inteiro, aos seus pés, estarás...
Não posso exagerar muito em elogios, Então tomo cuidado, e muitas vezes me corrijo... Mas também não consigo encontrar em você um só erro... Então, por que não? Se o importante é ser sincero?
Posso te dizer um pouco do futuro, Pois estou à dez anos à sua frente... O tempo é rápido como um susto bôbo Mas me impressiono por você ser tão diferente...
Todo dia um novo pedido A lista enorme pendurada ao Sol Sei que meus sonhos e desejos É uma prova que quero continuar vivo...
Já nem sei quais foram os itens Mas sei que foram para o meu bem Exijo mais bobeiras, mais bobagens Algo mais ingênuo, bom e duradouro....
No meio de tanta caretice, tanta rigidez Necessito do rock crú, do grito despojado De três acordes, puro, forte, simples Como o primeiro grito após o parto....
Cantar não, quero recitar Com o sentimento na ponta da língua Com o coração saindo da garganta Todo um recentimento em forma de poesia!!!
Ás vezes exagero mesmo Ás vezes passo dos limites Mas depois dos dezoito Eu respondo pelas minhas atitudes...
E quem irá de querer ouvir? E quem irá de querer saber? Sei que muitos querem sentir!! Sei que muitos querem ver...
Talvez a razão seja essa Do Papai do céu fechar as portas pra mim... Ele sabe do que sou capaz Se caso entre as portas houvesse uma pequena brecha...
Por que Deus? Me Deixar na geladeira?? O Senhor que sempre me conforta com comida e água fresca... Não se Preocupe tanto comigo assim, Me Deixe partir, já fiz dezoito, e sei o que é melhor pra mim...
Já que eu não ouço ninguém dizer sobre mim Procuro no ar o que ele tem a me dizer... Rasgo os rascunhos, me troco, resolvo sair... Ligo o carro, escolho uma música...tento esquecer...
Diriam que estou louco, em andar por aí... Procurando em cada janela de cada prédio, o seu rosto... Me acenando, me chamando e com um sorriso feliz... Na esperança ilusória ainda trago um poema recém-escrito...
E não me importo mais o que dizem E não dou mais a mínima pelo que pensam Se o que é certo é o que fazem Preciso que esteja ao meu lado antes que me convençam...
Já que não ouço ninguém dizer sobre mim Eu só penso em querer sonhar com você... Sonhar um sonho bem vivido ao lado de ti Ou viver uma vida de sonhos sem nunca te perder...
Continuo escrevendo e cada vez mais rápido Antes que me arrependa e o amasso outra vez... Não sei ao certo se um dia você saberá disso tudo Só me resta acreditar...e de você me aceitar...talvez...
E não dou mais a mínima pelo que dizem E não me importo mais no que pensam Desconhecem o que um poeta é capaz de fazer Para uma musa de seus poemas...
Agora estou só... Melhor assim, Pior assim, Confuso como pó...
E eu penso...o que você estaria pensando agora? E eu lembro...o que você lembraria de nós? O início, o fim, o meio...ou mais nada...?
A solidão é mais triste agora por já termos ficado a sós...
A culpa não existe... O crime não foi cometido... O corpo insiste Em rever tudo o que foi prometido...
E eu ouço...à quem você estaria ouvindo agora? E eu escrevo...o que você escreveria sobre nós? O início, o fim, o meio...ou colocaria tudo a se apagar?
A poesia é a solução para aqueles tem, na garganta, um nó...
Apesar de tudo que passou Agora estou onde eu sempre quis Não sei ao certo quando tudo começou Mas a minha ansiedade, finalmente, chegou ao fim...
De um sonho agora vem o desejo De que todo o tempo do mundo passe devagar... Que o Sol surja preguiçosamente E que a Lua lute em não querer descansar...
Todas as estrelas são testemunhas De cada passo minúsculo que deixei... Posso confessar os meus erros e os caminhos esburacados que eu criei....
Não sou, não fui e nunca serei perfeito! Sei que a imperfeição tem o seu romantismo... Apenas as palavras recebem o meu singelo respeito, Palavras sinceras de um certo cinismo...
Poesias!que aumentem o meu ego!!! Me carreguem ao céus em poder descrevê-la! Pois só os surdos ouvem o meu canto... E quem sente são os cegos!!
Agora posso sem medo te dizer O quanto foi difícil te esquecer... Dos tantos jogos de olhares Das nossas tão poucas conversas...
Um perfume único Que surgia dos seus fios de fogo E o seu sorriso tímido Que encontrava tamanha harmonia em seu rosto....
Tantos detalhes que consegui guardar, Detalhes que você talvez nem sequer percebeu... Tantas palavras que eu queria te sussurrar De todas as poesias, que você, sem querer me deu....
Como foi difícil te esquecer... Mas agora entendo porque que jamais poderia ser esquecido, Das lembranças que eu tenho como prova De que tudo o que nós desejamos estais no nosso destino...
A bebida tropeça os meus passos Cacos de vidro espalhados ao chão Procuro nas paredes qualquer ombro E faço da minha própria sombra um corrimão...
Tantas vozes, tantas pernas e diversos cheiros ao ar... Que no quase escuro, em zigue-zague, me perseguem... Figurantes abrem caminhos para as minhas lentes... A protagonista, enfim, encontrada! E dançava...
Com seus braços, leves, ao céu acenava... Por trás de seus cílios um cenário imaginário... A sua alma cada vez mais nítida No seu corpo moldado pela música...
A minha lente já desfocada pela força do Gim Tento ainda não perder nenhum detalhe... Arrisco mais alguns passos, me encho de coragem... A cena sem cortes, que na minha mente, parece não ter fim...
Eu sei, não sou nada moderno E não insista, mudar eu não quero Mas esse meu jeito, que você diz, ultrapassado Ultrapassa muito bem os seus passos...
Bebo pra ficar bêbado E mais nada!! Danço pra te conquistar E mais além... Escrevo pra me consolar, Nada demais... E faço de tudo pra chamar atenção De um certo alguém...
Poesias já não está tão na moda Quanto o boné daquele garoto... A atenção da maioria em um mesmo É o que me faz sentir tão autêntico...
Eu só insisto em não me contrariar Em mais nada... Os meus passos conquistaram fronteiras E mais além... Recomeçar é descobrir um novo caminho, Não é nada demais... E faço de tudo pra conquistar um sorriso De um certo alguém...
Entre sonhos e pesadelos Desperto de um longo sono Sem querer lembro quem sou E de tudo que me restou...
Meus segredos foram desvendados, Amaldiçoados, desdenhados, Enterrados e esquecidos... Pela força inesperada de outros "ventos"...
Implorando à mim mesmo em nunca mais desejar Era pedir para jogar-me cada vez mais terra! Essa sensação de alívio da dor do fracasso Alimentava cada vez mais a doença da minha alma!
Passaram as três últimas estações Logo, logo, chega a primavera Meus erros e receios ficaram no inverno E a esperança ressurgindo com os mesmos sonhos
Um dia, Quando todos os casais estiverem juntos Quando todos os mistérios forem desvendados Quando todos os poemas forem escritos Quando todos os caminhos forem trilhados Quando todas as crianças crescerem Quando o eclipse lunar permanecer para sempre Quando toda a natureza se expandir Quando todas as armas forem descarregadas Quando toda essa fome e miséria forem apagadas Quando os mais fracos forem protegidos Quando todos os assassinos forem excluídos Quando todos os livros forem lidos Quando todos os finais felizes forem concretizados
Cuidando ainda de recentes feridas E respirando um pouco mais devagar, Enxergo o mundo com outros olhos Os mesmos nas quais não queriam enxergar...
Um horizonte mais amplo, Diversos caminhos se multiplicam E muitos se repetem por onde já andei Mas agora eu sei em qual desviar...
Continuo o mesmo louco enquanto caminho Mas não tão ingênuo em querer me perder Andando e assobiando em beiras de abismos, Com a minha atenção para a ponta de meus sapatos...
Existe o alvo, um objetivo, os meus sonhos... Mas a grande riqueza não está nesse tesouro, Nem no final desse filme que parece eterno... Está no processo, no caminho, no meio desse livro Onde saboreio e degusto desse recheio...
Levaram aos poucos do pouco que eu tinha E as palavras que eram pra todos agora é só minha Me obrigaram a aprender O que sempre resisti Me transformaram, talvez, em um egoísta...
Me acusaram injustamente do que não fiz Me culparam pelo o que não tinha feito Me obrigaram a aprender O que sempre resisti Que às vezes a única saída é mentir...
Implorei perdão por não ter errado Perdoei facilmente à quem jamais merecia Me obrigaram a aprender O que nunca esqueci Da imbatível defesa de ficar calado...
Durmo e acordo para algo que não me satisfaz Sonho acordado para o que tanto desejo Me forço a lembrar No que sempre acreditei Que a esperança ainda vive enquanto eu estiver vivo...
Uma grande descoberta, Que se escondia dentro de mim! No momento que fecharam as portas Não desisti, nem ousei a fugir...
Fiquei parado, esperando De olhos atentos, respirando... No escuro de uma sala Fortalecendo, (o que era pequena), a minha paciência...
Veio a primeira sombra Me dizendo que não havia ninguém para abrí-las... A segunda me afirmava Que não havia nada nesse mundo que poderia arrombá-las...
A terceira me garantiu Que eu não seria o primeiro, nem o último a ser barrado O quarto me aconselhava Em desistir voltando o mais rápido para a minha casa...
Eram quatro vozes que se revezavam... No momento que dei o primeiro passo para trás, Lembrei que Cristo passara por uma mesma situação... Quando dizia:- Afaste-se de Mim esse cálice! Mas Continuou porque sabia no que a fé é capaz... Derepente as sombras sumiram... E uma forte luz me indicava, Que a chave que procurava estava dentro do meu coração...
A mão calejada de um braço forte E o suor que mistura com o sal das lágrimas... Efeito do extremo esforço de um desespero, Do desejo da aproximação da lua acolhedora Que nos liberta ao sonharmos em dias de alegria... O movimento ensaiado de um ritmo sem música E o rigor dos juízes dessa dança Exigem o afastamento do nosso verdadeiro olhar... Quanto menos explorarmos o nosso pensar, O sofrimento parece ser menor... E como vamos decidir em qual porta fugir, Se não tivermos tempo de escolher uma das chaves? Uma corrente imaginária que apodrece nunca Pelo fato de não sabermos em que rumo seguir Como pássaros que aprende a cantar na gaiola Temendo o espaço infinito de um céu azul... Mas em breve teremos a troca Da coragem de nos libertarmos Pela a seta que nos indicará As respostas do que tanto sonhamos...
Sei que você não me quer Mas sei também que você adora saber O quanto a desejo, sempre desfazendo Dos meus poemas tão mal escritos...
Mas adoro admirar-te, e agora sei Que a mais bela obra é possível ser vista De todos os ângulos, quem sabe até, eternamente Sem regras, porém, cuidadosamente...
Me deixe quetinho no meu canto... E não ligue para o meu olhar, Que insiste descaradamente Á procurar rimas em todo o seu corpo...
De todas as suas curvas tão sutis Como um desenho à lápis de ponta fino, Misturo sentimentos no que vejo, e no que sempre quis... Pois dos meus olhos, você se faz de um raro colírio...
Ó grande máquina toda-poderosa Que és tocada 24hrs por dia Sei que valhes uma fortuna Qual seria o preço da minha pessoa?
A mente criativa de um homem o criou Para que outros homens dependesse do senhor Tão ágil, preciso, forte e moderno Se pudesse me dizer, que mais gostaria de fazer?
O senhor que depende de apenas óleo e energia Nos obriga a sustentá-lo rapidamente Não sabes viver em profundo descanso Queres produzir, para não sentir-se tão sozinho
Ó grande máquina toda-poderosa Hoje trago à você más notícias Sairei mais cedo do expediente
Descansei, Mergulhando em vocabulários novos Em diversos mundos, Por diferentes livros...
Redescobrindo segredos, Que há muito tempo esquecidos Como as grandes magias ainda escritas Nos livros sagrados empoeirados...
Consegui me ver em vários personagens, E nos lugares mais distantes... Deixando me espelhar sem medo, Sem receio, e trazendo comigo um grande respeito
Uma sensação de despedida e ansiedade Nas últimas páginas de uma grande estória Refletindo silenciosamente no que aprendi Manifestava a verdade guardada de dentro de mim...
A força de se libertar De sua própria prisão Ao se sentir escravo Da sua própria criação
Ter a coragem de modificar O que não era pra ser mudado E aguentar os insultos De olhos bem fechados
Ao entender e a explicar Que tudo não passou de um impulso No refletir e no aceitar Em reparar os próprios erros...
Os maiores erros estão nos detalhes Tão pequenos, despercebidos pela nossa intuição Mas o alcançar dos erros e o resgate do nosso caráter, Tudo isso não passa de uma grande evolução...
Se fosse pra dizer o que aconteceu Das tantas coisas que senti Ao te olhar discretamente Da primeira vez que te vi... Eu que descia de um mundo sem origem e nem direção, Sem água, ar, montanhas e flores no campo, Foi o começo do Gêneses, o início do mundo, O retorno de Cristo, a esperança que surgia do nada, Como a Grande Explosão de fragmentos cósmicos, Os primeiros raios de Sol de um canto escuro, esquecido e empoeirado... A conquista da primeira vitória de uma vida de derrotas, a descoberta da cura de uma doença incurável, as respostas que os filósofos procuravam, as escritas que os poetas desconheciam, um sentimento esclarecido que até os intelectuais se surpreenderiam, a bandeira branca de tempos de guerra, o reencontro consigo mesmo, o recuperar de tudo o que me foi roubado, um novo caminho, o meu caminho... Se fosse pra dizer o que aconteceu Das tantas coisas que senti Ao te olhar discretamente Da primeira vez que te vi, Tudo se resumiria em apenas uma palavra:
Janelas trancadas Para esses dias curtos de dezembro O dobro do meu peso em panos Sobre um frágil corpo nú Trêmulo Lá fora tudo parece em câmera lenta Todo o cuidado de não vazar o ar externo Ágil, doentio e traiçoeiro... Gorros, máscaras e cachicóis Meias-Duplas, luvas e uma lã Que adormeceu essa noite comigo... Embriaguez Toda uma ilha congelada Mas os ponteiros trabalham, E apontam para o meu dever... Não fui cigarra no verão E trabalho como formiga nesse inverno.
Desejar é algo divino Negar seu desejo é desperdício É bem mais fácil conviver com os nossos desejos Do que estar refletindo no que nos deixa insatisfeitos... Não deixe que seus sonhos se manifestam apenas nos pensamentos Busque, peça, implore para que eles sejam realizados Consiga sempre dar um passo a mais para a tal conquista Não ande em círculos revivendo o que já passou, Nem fantasiando no que poderia ter acontecido Carregue o seu corpo, a sua alma, a sua vida Para o tesouro ou o paraíso que te espera... Acreditar em si é acreditar em Deus. E o tempo é o mesmo para todo mundo, Porque a idade é uma contagem inútil. Pense, a quantidade de desejos é infinita... É impossível estarmos satisfeitos com o que já conquistamos Porque desejar(e a busca dela)é a verdadeira e a única razão de estarmos vivos!
Por pouco quase deixei de ser O pouco que me restava Um grande tropeço me fez ver Que essa não era a minha trilha
Essa dor me fez pensar e refletir Que o meu alvo estava em outra direção Tempo desperdiçado na procura do que não quis Tudo por causa de uma pequena distração
Posiciono o meu olhar de volta ao meu tesouro Dou as costas para a ilusão que me traiu Levanto com orgulho a bandeira da estaca zero Seguindo a diante, pagando o preço do meu erro
Velhos obstáculos eu irei reencontrar Mas ainda sei os atalhos do velho caminho Tudo o que virá depois será uma grande batalha Mas na conquista do meu sonho ainda enfrento qualquer risco...
Sou o que estou sendo Como um ator recebendo o seu texto Procurando representar cada vez melhor O tal personagem que me foi concebido
Durante anos fui figurante, Ganhei prêmios como coadjuvante, E agora tenho em mãos a chance única De ter o papel de protagonista...
Um cenário perfeito, Com trilhas sonoras impecáveis, Um figurino que cai como luvas, E muito ansioso pela abertura das cortinas...
Uma inquieta platéia me espera Num espetáculo de muita luz e aplausos... E tenho a honra de ter Deus como diretor, Nessa tão esperada e sonhada peça...
O céu se abre timidamente Uma nova manhã Te vejo ao meu lado Dormindo Num leve sorriso... Farei de tudo para não interromper Os últimos momentos De uma noite perfeita... Ficarei velando seu sono Calado, imóvel, Apenas te observando.... Você sonha em seu sono Eu pareço sonhar acordado Tento mover o fio de cabelo do seu rosto, Tranqüila você desperta, tranqüila... As nossas mãos não se desgrudaram Durante horas debaixo da coberta Pareço ser obrigado a agradecer a alguém... Agradeço por você existir Você mira seu lábios aos meus Me diz bom-dia, em silêncio Eu respondo com sorriso E sinto o peso do seu rosto No meu ombro direito... Uma vida antes tão confusa e perdida Que agora tudo parece fazer sentido... O céu se abre por completo Uma nova manhã Te vejo ao meu lado... Sorrimos...
Um novo recomeço, Nas estradas estreitas Não possuo mais alforje, Nem sandálias... Mas experiências de outros caminhos... A fé inflamada de olhos bem atentos E a bússola apontada para uma única direção O entusiasmo já controlado Se dá o nome de Coragem... Acenei para os que ficaram E para as batalhas travadas no passado O chão dessa terra desconhecida me dá boas-vindas Para as pegadas descalça que ficarão... Ó tempo infinito, diferenciado e imprevisível... Quais serão as minhas primeiras perguntas? Que a pergunta apareça logo, Que a busca da resposta é sempre excitante... E por enquanto continuo a andar Na direção intuitiva já decidida... A minha intuição nunca foi objetiva Mas sempre será o meu único objetivo!
Flash´s em cores de uma sala escura, Passos intuitivos acompanham as batidas, Fumaças químicas e artificiais completam o cenário Aos artistas anônimos que interpretam dançando...
Fico parado, observando tudo de perto, Invisível por trás de uma nuvem cinzenta... Tudo se desenha conforme os tragos na bebida Como o corpo leve de uma bailarina de preto...
Simetria em seus movimentos... Discreto, tento fitar sem ela perceber... A chama do meu cigarro aponta para o outro lado, Tudo para que ela não perceba a poesia que descrevo...
Suas mãos brancas como porcelana Me fez paralisar a minha respiração Um simples gesto de alguns segundos Que me fazia lutar contra a minha distração
Ela dançava, e se destacava ainda mais! Não que ela se movimentava mais que todos, Dançava parecendo superar a si mesma, Fazendo daquele canto, o centro de um espetáculo!!
Eu não era mais o único na platéia Muitos admiravam o que eu parecia ter descoberto Derepente a música parou, as luzes acenderam E eu a aplaudia em meus pensamentos....
Nós dois próximo um do outro E a todo momento descubro caminhos novos, Desse seu corpo tão frágil e delicado Que implora tanto em querer abraçar todo o meu peso... Sobre a sua infinita pele branca, no quase escuro... Movimentos para todos os lados, Todos os doces sabores de seus lábios, Carícias, mordidas, pernas e costas... Nos olhamos de quando em quando E o nosso respiro, na mesma freqüência... Batimentos do seu coração no mesmo ritmo Forte, ligeiro e intenso... Que parecem flutuar Sobre as quatro pernas de madeira, Sob um lençol íntimo, Que mistura dois perfumes opostos... O tempo parece não existir, Mas sabemos que assim ele existe mais... Curtas são as frases verbais Que descrevem tudo o que sentes... Mais que as palavras, os olhares. Mais que toques, sentimentos... Juras de amor no esquecer do que há lá fora, Promessas provisórias de um amor, que parece não ter fim...
A bola do jogo está em meus pés Faltam poucos segundos para o apito final Um gramado pesado de uma noite chuvosa Eu fui o escolhido para a última jogada
Fico atento para todos os detalhes As duas fiéis torcidas silenciam Os adversários rapidamente se posicionam Fortes trovões presentes nessa última batalha
Tudo isso ocorre em fração de segundos A tensão curava a dor de meus músculos Meu treinador orava para a minha inspiração Eu parecia escutar os batimentos de todos os corações
Chamas nos olhares dos zagueiros Corriam sem piedade em minha direção Arrisquei aquele chute com esperança, Fé, sabedoria e anos de experiência...
A bola chutada com a força que me restava, Daquela prorrogação longa e cansativa... Uma imagem guardada em câmera lenta Foi no único alvo que o goleiro não alcançaria...
D.J.H.
"Em qualquer hora E em qualquer momento Use o medo como motor E não como um freio..."
Sei que a minha ansiedade É um sentimento em vão Mas cura a preguiça De estar sentado no chão
E invejo as estrelas Brilhantes, sorrindo assim... Nesse meu terno que não combina Qualquer astro tira sarro de mim...
Não tenho charme, apenas timidez... Um segundo é tudo que lembro de cada guria Mas transformo em eternidade essa rapidez E fantasio cenas com a ajuda da bebida...
Um cubo de gelo a mais, é meu truque Que o meu bolso furado me força a enganar... A minha mente cheia, de um aguado uísque Despedi do sábado tirando sarro das estrelas...
Voltei pra onde tanto desejei Descobri que não era mais o mesmo A velha praça, o mesmo banco Tudo tão novo, tudo tão estranho...
Já não reconhecia a minha própria sombra Estranhava até mesmo o canto dos pássaros Tantas noites de insônia por aquele lugar Despertei a angústia que descansava no meu corpo
De onde surgiu a velha esperança Nascia também um oceano em lágrimas Me sentia perdido, esquecido, traído Pelo tempo e o espaço que eu tinha me afastado
Derepente surgiu o velho Sol Me mostrando que além do céu Nada é para sempre Que cada dia é um novo dia Que cada lugar é um novo lugar Que nenhuma história pode ser repetida Para que a nossa alma sempre seja renovada...
Agora só me resta remar... As águas são profundas, Um céu infinito, Não há vento que me arraste, E foi eu quem decidiu em estar aqui. Não sei até onde chegarei Não sei até quando suportarei Mas parado eu não posso estar Então só me resta remar... Ouço aplausos Ouço deboches Agradeço os que me apóiam E sorrio para a torcida inimiga Os dois lados me dão incentivo Em terminar a minha prova De um lado a força De outro a esperança De que tudo é possível O que me resta é provar... Para que quando eu chegar ao meu objetivo Os que acreditaram em mim Irão manter a fé E os que desacreditaram Nascerá a esperança... Por isso, só por isso Só me resta remar...
O tempo de espera é eterno A espera me deixa paralisado Segundos passam a ser horas A quantidade de pensamentos é infinita...
Tudo que os meus olhos captam Parece estar tudo tão longe E os sons que passam pelos meus ouvidos Parece estar tudo tão baixo
Todo o meu ser se resume à essa espera Num instante, nenhuma novidade me interessa Um instante demorado, suado, calado, Uma eterna luta contra a própria paciência...
Como estar em um poço apertado, Escuro, desconfortável, sufocante Na espera de qualquer saída, de qualquer lado... Eu continuo a esperar, com o meu braço bem esticado...
Pareço estar ainda tão longe Mas sinto que estou no caminho certo Deixo pra trás todas as correntes De quem me iludiu, por estar tão perto...
Se o seu sonho não corresponde ao meu Não perca seu tempo em querer me prender Se o meu sonho é muito mais alto do que o seu Fique olhando e deixe que eu sozinho vôe...
Não há explicação pelo que sinto Não há mais volta pelos meus erros O meu coração grita em voz alta E se eu desistir apodrece em minha alma...
Eu necessito sonhar muito alto E com toda a minha força correr atrás Não vejo nessa vida outro sentido E sem sonhar qual o sentido da vida?
Quando eu aceitar algo que não quero Quando acreditar em algo que não acredito Quando concordar em algo que não aceito Quando eu disser algo que nunca ousei a dizer...
Nada haverá mais sentido...
Cada dia que passa se torna mais difícil Porém, em cada segundo me sinto mais forte Como estar no terraço do mais alto edifício Com as pontas dos meus pés à procura do equilíbrio
Não consigo dizer o que quero Não conseguem entender o que eu digo Não consigo traduzir o que eu falo Não conseguem enxergar o que sinto
Se eu digo, não! Querem saber o porquê... Se eu digo, sim! Também querer saber... Se eu digo, talvez! Me esquecem... Se eu digo, lógico! Não acreditam...
Não nasci mudo e tenho muito o que falar Não nasci surdo e procuro o que escutar Se eu digo, não há ninguém para me ouvir Se eu me calo, insistem em me contrariar
Por isso que eu escrevo Não há ninguém para me impedir Prefiro ser desse papel um escravo Do que ser solto sem ter quem me ouvir...
Que sentimento é esse que surge de dentro de nós, espelhando em nossos olhos, um sentimento íntimo e ao mesmo tempo tão popular, enriquecendo os sonhos que se confundem com pesadelos esperançosos, e um medo de não ser como prevemos, misturada com a ansiedade de ver ou rever o que queremos, como os filmes de finais felizes que já assistimos. Seguimos em direção ao que sonhamos por essa estreita ponte suicida, por saber que a recompensa vale mais do que a nossa própria vida, que atualmente desinteressada em qualquer outro assunto externo, envolvida somente pelo instinto do desejo que invade todas as fronteiras de meu corpo farpado, barreiras, e um exército que me força a negar qualquer outro tipo de proposta? Continuo, pois continuar é viver!!! Talvez não tenho a força de antes, sinto a minha espada pesar, mas meu coração insiste em bater, minhas idéias não param de surgir e a vontade, apesar do cansaço, cresce com uma rapidez que meus olhos não acompanham...De tudo que já ouvi nada mais importa, agora a decisão está em minhas mãos, não quero fugir mas não posso errar, como uma roleta russa de rosas em direção ao meu futuro...
Sei que tenho muito a lhe dizer... Mas não sei quais são as palavras certas... E se você não me entender? E se você não me aceitar?
Eu passo noites de insônia Pensando e imaginando você... Para uma pessoa tão perfeita O que eu teria para oferecer?
Seus olhos me pedem algo E eu finjo em não entender... Quando eu imploro com o meu sorriso Você teme em se arrepender...
No fundo sabemos o que queremos, São duas estradas no mesmo sentido... No momento em que cruzarmos esses caminhos Nunca mais nos sentiremos tão sozinhos...
Hoje é dia de festa!!! Roupas novas na cama estendida Deixo pra depois a louça da cozinha E ligo o rádio no "talo", e entro no clima...
Passos ligeiros em direção ao espelho E ensaio várias maneiras de dançar... A T.V. fora do ar, o telefone que não para de tocar... Adoro tudo isso, toda essa afobação!
Atrasado? Sim! Eu atraso de propósito! Tenho o ritual de sempre ser o último a chegar! E então, baby, já estou pronto!!! Vamos aproveitar que a noite é uma criança...
Vejo tanta gente, faço novos amigos... Levanto da mesa e chamo todos da multidão! Eu quero fazer um brinde, até para os que estão sozinhos Vamos celebrar a vida, a amizade e essa nova união!!!
As nuvens negras se misturam... Unem forças para o início de um temporal Somos capazes de observar o tamanho de sua fúria... Os ventos fortes são os mensageiros: Fecham as portas e as janelas! Desliguem a T.V. e os computadores! O espetáculo vai começar... Rufam os tambores? Não! A primeira trovoada... Relâmpagos clareiam a tarde cinzenta e sinistra, Milhares de gotas caem como cortina picada, As pessoas correm desesperadamente... Eu fico! Quero estar presente, observando e sentindo tudo de perto... A chuva continua com uma extrema força... Gritam pelo meu nome... Não! Eu insisto em ficar! E imploro que caia tudo sobre mim! Preciso conhecer o que todos temem! Um raio paira no céu, O som do vento passa rente ao meu rosto... Acidentes no asfalto! Alguém se machucou em tentar fugir do bombardeio de águas cristalinas... Aqui fora sou o único... Faço dessa, a minha guerra solitária! Fui atingido mas não estou ferido... Estou intacto! O vento perde sua força, A munição das nuvens negras chegam ao fim... O céu se abre Vejo o Sol, e os pássaros festejando... Alguém se machucou ao tentar fugir, E eu comemoro a minha vitória! Aplausos? Não!
Rússia já conta mais de 350 mortos na barbárie em escola. Mais de 150 eram crianças...(Setembro de 2004)
Sinta o sentimento de cada refém, Ouça o choro de cada criança, Veja o desespero de cada mãe, Perceba a fraqueza de cada pai...
Olho para os seus olhos Que reflete sua escura alma... Será preciso mais quantos corpos? Uma pergunta sem nenhuma certeza...
Te iludiram ao entregarem essas armas, Te iludiram em te dizer que é de boa causa, Te iludiram em te dizer que haverá recompensa, Te iludiram, e você acabou caindo nessa armadilha!
Não há muito o que fazer, Todo o mal já foi escrito, Temo em nunca se arrepender De todo esse sangue e de cada ferido...!
Tire esses óculos escuros E veja a cor do céu e do mar... Puxe o freio de mão do seu carro E repare o que está em sua volta...
Abaixe rapidamente esse vidro, E cheire desse ar, dessa maresia... Diminua o som que toca na rádio E ouça o canto das gaivotas...
Deixe seus sapatos, apague o seu cigarro E não ligue para o cabelo despenteado... O futuro não existe e esqueça o passado Pois temos o presente para admirá-lo...!
Desligue o motor e também o celular E caminhe lentamente em direção ao mar... Ignore esse insuportável calor E agradeça a velha companhia do Sol...
Sentirás mais leve, Sentirás bem melhor... Acabe com essa sua tristeza, Acabe com essa sua dor!!!
Quero superar essa barreira, Ultrapassar esse muro de concreto, Atravessar essa difícil fronteira, Ainda é cedo mas meu tempo é limitado...
Não posso por tudo a perder Deixando nas mãos da ansiedade... Preciso esperar a hora certa E se atraso deixarei na saudade...
Estou atento em todos os detalhes Analisando cada passo, cada movimento, Reforçando e acumulando a minha coragem, Esperando o momento de estar a favor do vento...
Tudo faz parte de uma estratégia, Vou me tornando mais experiente nessa trajetória... Por enquanto o que tenho é a minha paciência Tentando me provar o real sentido da esperança...!
Haviam tantos versos Naqueles olhos negros Que escondiam seus segredos Na qual eu tentava desvendar...
Segredos caríssimos Impossível de comprar, Segredos raríssimos Impossível de vender...
Palavras que refletiam de seus olhos Que alterava sua mente, sua alma, o seu corpo, Em suas atitudes, no suor do seu rosto E nitidamente no falso sorriso de seus lábios...
Eu respeitava esse seu grande medo, Sentado ao seu lado, ouvindo o silêncio... Tentando te mostrar, nesse momento de dor, Que sempre estarei por perto, Mesmo que calado, aguardando...
Em uma mesa noturna, entre tantos copos e garrafas, equilibrava com os meus cotovelos a minha mente torta, por excesso do álcool, nicotina e pensamentos longos que me levava tão longe, fazendo em certos momentos esquecer a origem dessa imaginação inédita, confusa, distorcida que se escondia dentro de mim. Consciente que não haveria ninguém que me entendesse, fui eu a minha própria companhia, tentava me questionar sem me julgar pelas atitudes imaturas que eu acabava de registrar nesse meu livro. Com letras, palavras, frases, parágrafos, obscuras e imperdoáveis, escrito pela ponta dessa caneta inconsciente e não escrita por mim...Não fui eu, não era eu ou não podia ser eu. Mas foi, ou fui, o único responsável... Paguei o dono do bar com a maior nota que tinha na carteira sem pedir o troco, como se estivesse comprando o meu próprio perdão, me sentia melhor mas era pura ilusão de segundos...segundos caros que me deram o conselho de conseguir me livrar dessa corrente que me prendia a relembrar cada vez mais nítida e ao mesmo tempo tão cinzenta e escura, ao contrário do céu estrelado e da lua cheia estampada. Andando pelas ruas, encontrava tantos estranhos que se abrigavam em casas de papelão encostados nas paredes geladas do subsolo do metrô, para aqueles que se encontravam despertos, oferecia cigarros acesos para ajudar aquelas pessoas a passar um pouco mais de alívio daquela madrugada de tédio. Agradeceram tímidamente que pra mim foi de grande importância... Mal conseguia encaixar a chave no meu carro, que na verdade era da minha casa, e depois de muita insistência conseguia abrir a porta na terceira chave. Faltava algumas horas para o amanhecer, resolvi então seguir o caminho que dava em direção ao mar, o som de blues no talo, as janelas abertas, cantava berrantemente um inglês que nem eu mesmo podia compreender, mas conseguia diminuir um pouco daquela tensão que ainda pesava toneladas. Parei o carro, já perto da praia, em frente à uma máquina de cafés cobrido por insetos noturnos de verão, mal podia enxergar os rótulos das latas, por pura sorte ou intuição escolhia o melhor café, forte e bem açucarado. Abandonei o meu carro com os vidros e as portas abertas, trazia comigo meu maço de cigarro, um zippo, algumas moedas e a quente lata de café que acabei derrubando nos primeiros passos tortos na areia fofa e traiçoeira. Sentei num ponto que podia enxergar o horizonte quase inteiro, o silêncio humano aumentava o volume das ondas, e a escuridão aumentava o brilho da lua cheia. Mesmo bêbado, ou por estar, e despreparado para enfrentar a água do mar, tirei meus trajes e fui tirar o suor grudento e incômodo que estava cada vez mais acumulando em meu corpo febril. Um belo de um tombo logo na primeira onda, me assustei e acabei por gargalhar da minha própria incapacidade de permanecer de pé... Voltei para areia em busca das minhas roupas, e nisso havia mais um alguém, que na escuridão e estando embriagado era impossível enxergar sem estar mais perto. "-Oi...você está bem?" Uma pergunta com aquele riso irônico na voz de uma desconhecida, que trazia com ela uma garrafa de uísque em uma mão, e um Marlboro aceso em outra... "-Você viu as minhas roupas? Está ficando frio..."eu disse... "-Eu vi vários tombos engraçados naquela primeira onda, hahahahaha!!!" Por sorte dela eu tenho um bom senso de humor e acabei rindo junto... "-Beba, o frio logo vai passar...aliás estamos no verão..." Me oferecia um trago daquela bebida que só se pode beber sem gelo... Encorajado pela noite e pelo álcool eu fiz aquela pergunta como pretexto que todos os jovens usam pra começar uma conversa com alguma garota em uma danceteria... "-Você está sempre por aqui...e sozinha?" Não fui criativo mas tentei... "-Estou esperando uma galerinha que ficou de vir, na verdade está combinado às 7 da manhã, mas como está muito quente e não conseguia dormir, resolvi ver o Sol nascer..." Respondia de uma forma adulta a minha pergunta infantil... "-E você? O que faz sozinho? Pelo meu ver já havia bebido antes de pular na água...Não tem medo de se afogar sem ter ninguém para te socorrer?" Me perguntava e em seguida me passava denovo a garrafa... "-Medo eu teria se estivesse sóbrio, na verdade não gosto de nadar, quase morri afogado por 3 vezes sem estar com uma gota de álcool no cérebro. Mas como já tinha bebido, os tombos são freqüentes mas sempre consigo retornar pra areia , mesmo que gatinhando...hehehehe" Vi ela cuspir o gole que estava em sua boca pela força do riso... "-Você gosta de nadar? Ou só fica admirando a dificuldade dos bêbados mergulhadores, sentada na areia?" Eu continuava em insistir naquele diálogo... "-Na verdade gosto mais de admirar do que ser admirada..." Respondia ela apagando sua bituca "-Então pode me olhar que eu adoro ser admirado..." O uísque ainda fazia um enorme efeito... E quando ela olhou para o meu lado com um sorriso que eu nunca tinha visto antes, segurei o seu rosto aproximando o meu... Pelo cálculo do meu relógio mental, ficamos horas beijando um ao outro. O nascer do Sol que ela veio presenciar acabou sendo ignorado. E aquela corrente que parecia impossível de ser quebrada acabou desaparecendo. E quando os amigos dela chegaram na praia, apenas encontraram um maço de cigarro, um zippo e algumas moedas...
Provei de tantas coisas Mas ainda é impossível saber o certo... Pedir conselhos não adianta mais E continuo procurando a escolha certa...
Ando muito tempo escrevendo, Me pego falando sozinho, Meu jeito de estar me conhecendo Desde pequeno, desde menino...
Falo, reclamo, insisto E acabo me consolando... As respostas que tanto procurava Surgem na minha própria boca...
Logo em seguida surgem novas idéias Que contraria horas de filosofia Mostrando o desperdício do meu raciocínio... Me consolo dizendo:"Penso, logo, existo"!
Talvez não existe explicação pra tudo, Talvez as respostas estão nas perguntas... Será muitas perguntas para poucas respostas Ou muitas perguntas que pouco importa?
Chega!!!Assim não vou chegar a nenhum lugar E se eu ficar pensando continuarei parado, Pois o tempo que passo pensando poderia fazer algo... Mas como criar algo sem ter no que pensar?!
Quero falar do meu passado, Quero lembrar dos meus erros, Quero assistir denovo O meu velho filme de medo...
Houve época em que eu menti... Mentiras bruscas, desconsertantes, Mentiras cruéis e imperdoáveis! Menti pra mim inúmeras vezes...
Houve época do engano... Enganei a todos e a mim mesmo, Enganei à Deus e a minha alma, Enganei meus amigos e o meu amor...
Houve época da covardia... No momento em que mais precisavam Da minha atitude, da minha pessoa, Me acovardei calando minha boca...
Houve época em que nada acreditava... Não acreditava em milagres, nem em Deus, Não acreditava em ninguém, nem a mim mesmo... Houve época, eu confesso, fui ateu...
Mas me alegro e muito do meu passado, Não pelas minhas atitudes imaturas Mas por reconhecer hoje que tudo foi um erro E faço do presente o possível para ser perdoado...
Suas palavras completam as minhas, O seu sorriso segue o meu, Os nossos olhos avistam o mesmo lado, O meu corpo procura o seu...
Que parece estar sempre tão perto, Entre minha sombra e o meu corpo, Entre meu espelho e o meu rosto, Mesmo longe, alí do outro lado...
Esse pressentimento me faz companhia, Consigo te ver, te sentir, quase te tocar, Por eu saber que sentes o mesmo Nossas almas parecem não desgrudar...
Grande é a combinação em nossas diferenças Sem qualquer ensaio e nenhum combinado, Que quando um cai o outro o levanta, Como uma mão lavando a outra...
O rancor é como se estivéssemos De mãos dadas com o nosso inimigo: "-Perdoa o que puder ser perdoado E esquece o que não tiver perdão"
Não puxe essa espada ao seu corpo Remexendo lembranças cruéis e injustas Isso machuca e o alívio é muito pouco Esqueça a vingança, pois o tempo é a cura
Cada momento injustiçado E em cada palavra que nos feriu Somente pesa quando nos lembramos E somente pesa em quem sentiu...
Lembranças, somente dos momentos de alegria As más lembranças podem nos paralisar Então por que ficar parado e esperando? Faça do agora, boas lembranças ao futuro...
D.J.H (Apenas o trecho "Perdoa o que puder ser perdoado, esquece o que não tiver perdão" foi retirado de uma das músicas do Engenheiros Do Hawaii".)
A carta que eu queria lhe enviar Havia todas as palavras que queria te dizer, Havia todas as lembranças que deixamos de lembrar, Havia todas as explicações que deixei de fazer...
A carta que eu queria lhe enviar Não tinha nenhum ressentimento guardado, Não tinha nenhuma cobrança destrutiva, Não tinha nenhum tipo de julgamento...
A carta que eu queria lhe enviar Escrito com muito cuidado, Pensado com muito carinho, Lacrado com muita esperança...
A carta que queria lhe enviar Estava com o meu endereço, Estava com o meu telefone, Estava com a minha assinatura...
A carta que eu queria lhe enviar A carta que eu queria... A carta...
Resolvi eu mesmo te dizer... Uma atitude de louco ou de corajoso? Sem mais aquela carta, nem envelope, Sem aquela espera de um retorno...
Levantei daquela mesa às pressas, Coloquei uma roupa improvisada, Joguei uma água no meu rosto, E ajeitei o meu cabelo sem olhar no espelho...
À caminho da sua casa, dentro do meu carro, Ensaiava várias maneiras de como te dizer... Sentia o suor escorrer pelo meu rosto E pelo nervosismo eu sentia minhas pernas tremerem...
Chegando então na porta da sua casa Relembrava de todos os momentos que passamos, Relembrava de todos os sonhos que sonhamos, Relembrava de cada segundo que vivemos...
A velha campainha à direita me esperava, Respirei fundo, fechei os olhos e toquei... E quando criei coragem, olhei e reparei, Era outra pessoa, você não morava mais lá...
Voltei para a minha casa e fiz outro envelope, Tenho em mãos o endereço da sua nova casa... Não sei dizer se foi o destino ou a falta de sorte... "E assim eu escrevia uma outra carta... "
Um par de chinelos Em frente da cama De um quarto escuro Olhos em chama Antes do despertador Despertei Fui à pia Descalço Água fria Escorria Não tão rápido Quanto minhas lágrimas A água doce da pia Se juntou ao salgado Que sentia o seu gosto Misturado em meus lábios Lábios, antes seco Agora encharcado... Em um pano macio e branco Se tornou úmido, vermelho Pelas feridas e rachaduras Que o inverno marcou O desespero De não mais desesperar Me empurrou de volta Ao um quarto escuro Em frente da cama Um par de chinelos...
Tem dias que não quero fazer nada! Tem dias que tento resolver tudo! É impossível ter sempre a mesma cara, É impossível mudar de uma hora para outra...
Tem dias que não quero dizer nada! Tem dias que tento esclarecer tudo! É impossível passar o dia na calada, É impossível ficar me explicando o dia inteiro!
Tem dias que não quero ouvir mais nada! Tem dias que quero escutar de tudo! É impossível deixar de ouvir, mesmo arrancando as orelhas... É impossível ouvir de tudo, mesmo abrindo os meus ouvidos!
Tem dias que não quero ver mais nada! Tem dias que quero enxergar de tudo! É impossível tudo ver, mesmo forçando a enxergar... É impossível nada enxergar, mesmo estando no escuro...
Precisamos do ar Para respirar... Precisamos do fogo Para nos aquecer... Precisamos da água Para nos refrescar... Precisamos da terra Para nos alimentar...
Precisamos da paz Para respirar... Precisamos de abrigo Para nos aquecer... Precisamos de carinho Para nos refrescar... Precisamos de poesias Para nos alimentar...
Não somos donos de nada, Tudo pertence a todos! Será tão difícil aceitar? Vivendo de gravatas como tolos?
O dinheiro é só uma ilusão, Fronteiras e passaportes também... Por que me impedem de prosseguir Nessa terra de ninguém?
Dizem que eu tenho idéias de índio, Dizem que eu tenho uma alma indígena, Palavras debochadas nos seus sorrisos, Não enxergam o caos de suas próprias tribos...
Se realmente eu fosse um índio Me sentiria mais contente, Se realmente eu fosse um indígena Não me sentiria tão carente...
Um pouco antes de chegar à Terra, Deus me fez uma última pergunta.... "Denis, entre mil e uma escolhas na vida, você terá que decidir a mais importante agora, vai existir vários caminhos para que você chegue até o seu destino, e Eu como seu Pai devo te ajudar a encaminhar pelo caminho que você responsávelmente escolher... Eu te reconheci ontem, te reconheço hoje e te reconhecerei todas as amanhãs, portanto, te Dou a rara escolha de qual caminho percorrer... Primeiro: Você terá uma vida repleto de riquezas materiais, terá a oportunidade de conhecer o mundo, na palma de suas mãos. Não haverá necessidade de ir atrás do que necessita, você logo terminará a sua missão e voltará breve ao paraíso!!! Segundo: Você terá no começo uma vida difícil mas logo reconhecerás o seu dom, o seu talento, e por causa deste, ficará famoso e com a sua recompensa dividirá seus bens com as pessoas que amarás na Terra. Terceiro e o mais difícil caminho: Você se sentirá perdido e muito confuso, como se fosse um estrangeiro de primeira viagem. Terás as mil e umas escolhas tudo ao mesmo tempo. Cada decisão errada, pagarás reiniciando da estaca zero. Continuará com o seu dom, mas não será tão reconhecido com todos que estarão na Terra, quase um anônimo, comerás com o suor de seu trabalho. Muitas pessoas dependerão da sua ajuda, mas muitas vezes dependerás delas. Depois de um certo período se afastarás de sua família na qual terás a consciência que poderás voltar quando quiser. Haverá também os vícios e muitas vezes se encontrará sozinho tendo a possibilidade de conhecer a dor da solidão. Haverá o momento da fome, do frio, do preconceito, da descriminação. Qualquer que seja a escolha não te Rejeitarei, por vontade própria te Darei essa oportunidade de escolher. E então Denis, por qual caminho desejas seguir?" Eu disse..."O segundo, buscarei sempre a abundância, não por egoísmo, mas pelo fato de me amar e querer sempre buscar o melhor de mim..." Me lembro bem do sorriso e dos olhos úmidos Dele, pela decisão que eu tomei... Ajoelhei para despedir-me e Ele me disse... "Eu já sabia, e Estarei esperando por você!"
Isso talvez seja apenas uma imaginação, Mas nas horas de dúvidas se mereço realmente, Procurando uma resposta, uma explicação Foi então que nessa (h)estória eu resolvi a crer...
Tento te contrariar com o meu silêncio, Tento te convencer com o meu olhar, Tento te entender com os meus pensamentos, Tento te alegrar com o meu sorriso...
Tento te acompanhar por onde anda, Tento te consolar por tudo que se passa, Tento te explicar com essas palavras, Tento te reconquistar com os meus poemas...
Tento absorver toda a sua dor, Tento cicatrizar toda a sua ferida, Tento acalmar toda a sua euforia, Tento apenas receber o seu amor!
Tento lhe mostrar as suas qualidades, Tento te provar os meus sentimentos, Tento não mais viver dessa saudade, Tento não mais viver desse sofrimento...
Deitado na cama do meu quarto Uma pequena luz quase apagada... Tentando esquecer de tudo, Tentando em pensar em nada...
Pequenos momentos de reflexão Me descobrindo sem olhar no espelho... Quase ouço o som da minha respiração... Nenhuma música, nenhum barulho, nenhum ruído...
Os ventos parecem descansar, Nenhuma folha parece mover, Em uma noite, de terça, tão longa, Já não tenho pressa em escrever...
Nenhuma cobrança, nenhuma pergunta, nenhum conselho, Nenhum telefonema, nenhuma dúvida, nenhum argumento... Resolvi ficar assim, não faço nada...porque quero! Que toda essa calmaria me arraste Até que se transforme em tédio...
Nenhuma chance é desperdiçada Mesmo nos caminhos que não levam à nada... Não tenho minhas pernas para estarem travadas, Mesmo seguindo uma trilha que não tem volta...
Sigo pela seta sinuosa, duvidosa, dolorosa... Corro riscos, sentido contrário do abrigo... Acredito em estar distante, enriquece a alma, Desacredito em ter dinheiro é ser rico...
Tenho ar, tenho água, tenho terra, Tenho um coração, tenho um corpo, tenho uma alma, Tenho mente, tenho tempo, tenho força, Tenho fé, esperança e paciência...
Com todas essas armas eu rejeito seus conselhos! Se pretende me ferir, eu consigo cicatrizar-me! Se quiseres me iludir, não há ouro que me compre! Se eu contrarío seus ideais, que fique longe dos meus passos!!
Quando bebê me pediam para não chorar, Na minha escola mandaram-me quietar, No meu trabalho ordenavam-me calar, Depois de aposentado já não tenho mais com quem falar...
Quando bebê eu só pensava em mamá, Na minha escola eu só pensava em beber, No meu trabalho eu só pensava em fumar, Depois de aposentado eu já não tenho mais quem comer...
Quando bebê eu só sabia imitar, Na minha escola eu só sabia copiar, No meu trabalho vivia sempre atrasado, Depois de aposentado vivo cercado de tédio...
Quando bebê eu já protestava, Na minha escola eu já protestei, No meu trabalho eu vivia protestando, Depois de aposentado, aprendi a ficar calado!!!
RG, CIC, carteira de motorista, Documento do carro, seguro de vida, Certidão de nascimento, certidão de casamento, Passaporte, visto e uma foto três por quatro.
Exame médico, exame de vista, Coordenação motora, saúde sadia, Teste de memória, escolaridade, Experiências passadas, uma cara de boa vontade.
Ser jovem ou pelo menos ter a aparência, Cabelo cortado, rosto raspado, unhas bem feitas, Não beber, não fumar, não ter acesso ao celular Não conversar, não sorrir, não ter a audácia em reclamar!
Seu uniforme, seu boné, seu crachá, Tem apenas duas semanas para mostrar seu empenho, E apenas nos intervalos ter o acesso ao banheiro...
No meu relógio insône registrava 2:40 de uma madrugada febril Meus olhos inchados e desiludidos Naquele último sábado de abril...
Foi quando, de repente, surgiu várias lucernas Pelo meu teto, pelo chão e pelas paredes... Naquela madrugada, me lembro, uma luz imensa Transformando meu barraco em um palacete!!
Incrível! Tudo que uma pessoa podia imaginar, Sonhar, buscar, querer...estava lá... Estava diante dos meus olhos, estava aqui em minhas mãos, O mais puro desejo cretino de uma ambição...
Maravilhado e assustado, fui correndo contar para alguém, Mas eu não estava mais em casa, foi nesse instante que percebi... Meus inimigos se afastaram e as pessoas que eu amava também... Sozinho de que me adiantava? Voltei a ser o que sempre fui...
"Você tem um cigarro?" Dizia meu amigo... Um momento de relaxamento, perto do perigo... Segundos de distração poderia ser fatal, No meio de uma guerra me sentia mais mortal...
Foi daí então, o que nunca tinha visto aconteceu... Em pleno tiroteio, durante uma longa guerra A maior demonstração de coragem que me ocorreu Foi quando esse meu amigo assim me dizia...
"Chegou a hora que em toda a minha vida esperei..." No início eu pensei que tivesse entendido errado... Antes de perguntar, olhei ao meu lado e me calei, Ele se levantou, descarregava suas armas, apagava seu cigarro
Superando todas as explosões gritava em voz alta The war is over!!!The war is over!!!The war is over!!! Por alguns segundos o silêncio tomava conta da arena, Até que o capitão dos inimigos quebrava o silêncio...
Por causa dos cinco tiros que tudo recomeçou, Aqueles poucos segundos, uma eterna reflexão, Da loucura e coragem que meu amigo ousou... Guardo aquele gesto na memória do meu coração...
Eu decido o fim de cada caminho meu Eu sou o único dono de minha estrada Eu tenho todo o conhecimento por onde andei E tenho todo o direito de até aonde acompanhá-la
Tenho em mãos o meu próprio destino Tenho nos pés minha própria condução Tenho nos olhos o horizonte que me espera Tenho na mente o mapa dito do meu coração
Minha única bagagem é esse corpo que carrego Minha única refeição é o ar que respiro Meu único medicamento é o colírio de minhas lágrimas E em todas as jornadas o suor que transpiro
Que venham as tempestades e os trovões Que surgem os terremotos e os furacões Que chamem todos os exércitos assassinos E saibam, que desse meu caminho eu não desvio
Esses pequenos flash´s do passado Eu me lembro de você, Nas noites frias de inverno Não consigo me esquecer...
Quando sentado ao seu lado, Você com sua jaqueta no meu carro, Circulava lentamente pelos bairros, Segurava suas mãos e sentia seus lábios...
As músicas que tocavam nas rádios Completavam as noites de sábado, Tantos versos registrado no seu caderno, No meu caderno quantas vezes o seu nome foi citado...
Tantas noites no meu quarto Esperava seu telefonema, Tantas noites no seu quarto Inspirava um poema...
Arrancarei essas raízes que me prendem Afastarei de mim as grades que me cercam Excluídos todas as correntes que me ferem Quebrarei o silêncio de quem me cala
Ignorados as pessoas que me ignoram Julgados as pessoas que me julgam Esclarecidas os sentimentos escondidos Realizados serão os sonhos tão sonhados
Desperdiçados as lágrimas escorridas Cicatrizados as feridas então abertas Jogados as poesias mal pensadas Reciclados os rascunhos bem intencionados
Não me importa o que pensem! Não me importa o que querem! Eu acredito no que penso! Eu acredito no que quero!
O homem nasce, vive e morre por amor Desde o princípio tentamos entender No inverno, nú, a razão desse calor Que mesmo envelhecendo estamos a desconhecer
Quantas vezes de nossas vidas nos entregamos Quanto tempo de nossas vidas procuramos O sentimento sofrido e misterioso Que nos deixa tão otimista e vaidoso?
Variado as histórias do mesmo O amor cortez, verdadeiro, platônico Na vida, nas músicas e nos livros Sem respostas, mas inspirador!
Se um dia alguém descobrir Não direi que é mentira Mas que prove por experiência própria Nada adianta uma explicação estando sozinha...
Sim, eu queria ser o Sol Todos o conhecem, reconhecem Mesmo mudo, cego e surdo Todos precisam, necessitam...
A sua paixão pela Lua é admirável De quando em quando se encontram Paciente ele insiste nesse amor No belo momento em que se encaixam
Esse amor é o que o deixa imortal Quando triste ele se apaga perante a chuva Quando alegre ele destaca mesmo no inverno O motivo de sua existência é o amor pela Lua
Graças à esse amor continuamos vivos Graças à esse amor continuamos a sonhar Sei o que sentes pelo o que eu sinto Aprendi a entender a razão de amar...
Hoje foi um grande dia Fiz as pazes comigo mesmo Passei mais uma noite em claro Mais sorria na manhã cedo
Pensei no que eu fiz de errado Pensei no que poderia ser acertado Por que penso que é errado Nas atitudes que tive no passado?
Em cada pedra, em cada buraco Em cada espinho, em cada obstáculo Se eu desviei, se eu recuei Se eu me entreguei, se eu me atirei,
Em todas as decisões, tiveram um motivo Em todas as indecisões, houveram um porquê Antes não superava as opiniões alheias Hoje as críticas me fazem crescer...